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Tumulto é registrado na unidade prisional da PM em Manaus


Celas e quadra da UPPM/AM após tumulto registrado na tarde de terça-feira (1º) (Foto: Instagram)

Na tarde de terça-feira (1º), um tumulto de grandes proporções foi registrado na Unidade Prisional da Polícia Militar do Amazonas (UPPM/AM), situada às margens da rodovia BR-174, na Zona Rural de Manaus. Imediatamente, equipes táticas da PMAM e agentes penitenciários foram destacados ao local para conter a confusão, que causou apreensão entre os funcionários. Até o momento, as autoridades não divulgaram detalhes sobre o número de envolvidos ou sobre possíveis danos materiais.

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Não há, até agora, confirmação de que reféns tenham sido feitos durante o episódio, tampouco indicações oficiais quanto às motivações do motim. Fontes não identificadas apontam para um descontentamento interno entre os policiais detidos, mas essa hipótese ainda precisa ser verificada pelas investigações. O incidente ocorre cerca de quatro meses após uma grande movimentação de policiais militares nessa mesma instalação, o que pode ter gerado tensões inerentes ao processo de adaptação.

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Em 12 de maio, 71 policiais militares foram transferidos do antigo Núcleo Prisional da Polícia Militar, localizado na Zona Norte de Manaus, para a UPPM/AM na BR-174. A operação foi conduzida em conjunto pelo Ministério Público do Amazonas (MP-AM), com apoio da Polícia Militar do Amazonas (PMAM) e da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), mobilizando mais de 100 agentes de segurança. A medida tinha por objetivo melhorar a gestão e a supervisão dos detentos militares, oferecendo instalações consideradas mais modernas.

A nova unidade ocupa o prédio onde funcionava a Penitenciária Feminina de Manaus (PFM), anteriormente chamada de Centro Feminino de Educação e Capacitação (Cefec), em região próxima ao Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj). Ela foi estruturada para substituir o núcleo prisional anterior, contando com alas e protocolos específicos para a custódia de policiais militares, incluindo circuito interno de vigilância e espaços de isolamento. Esperava-se assim reduzir ocorrências de rebeliões e fugas.

A decisão de transferir os militares detidos foi motivada por um episódio ocorrido em fevereiro, quando 23 policiais fugiram do antigo Núcleo Prisional. Durante vistoria de rotina, os agentes perceberam a ausência dos detentos e, após buscas, alguns retornaram espontaneamente às celas, enquanto outros permaneceram foragidos por curtos períodos. No dia seguinte, a situação havia sido totalmente normalizada, mas as circunstâncias da evasão geraram série de questionamentos sobre falhas no sistema de segurança.

As investigações sobre a fuga culminaram na prisão de diversos policiais militares suspeitos de facilitar a evasão, bem como na detenção do então responsável pela custódia, major Galeno Edmilson de Souza Jales. Ele foi afastado das funções, processado e posteriormente excluído dos quadros da corporação, em decisão motivada por suposta negligência e conivência. O episódio reforçou a necessidade de ajustes administrativos e operacionais para evitar novos incidentes na UPPM/AM.

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