
STJ mantém prisão preventiva de tenente-coronel por risco de obstrução em investigação da morte da esposa (Foto: Instagram)
O Superior Tribunal de Justiça manteve a prisão preventiva do tenente-coronel da reserva da Polícia Militar, Geraldo Leite Rosa Neto, por risco de obstruir as apurações sobre a morte de sua esposa, a soldado Gisele Alves Santana. A decisão foi tomada pelo ministro Reynaldo Soares da Fonseca e reforça a necessidade de garantir a integridade das provas e depoimentos no processo.
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Em habeas corpus impetrado contra acórdão do Tribunal de Justiça de São Paulo, a defesa sustentou ausência de fundamentação concreta para a prisão preventiva, ressaltando que o oficial se afastou das funções na corporação e colaborou com as investigações. Contudo, o ministro Fonseca observou “risco concreto à regular produção da prova”, destacando o potencial de influência do militar sobre testemunhas e a possibilidade de ocultar evidências.
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Gisele Alves Santana foi encontrada morta em fevereiro, inicialmente tratada como suicídio, mas perícias e reconstituições posteriores não confirmaram a versão apresentada pelo tenente-coronel. A Polícia Civil, ao concluir que ele era o principal suspeito, solicitou a prisão preventiva em 17 de março, medida que foi deferida no dia seguinte pelo Judiciário.
A prisão ocorreu em um condomínio de luxo em São José dos Campos (SP). Ao chegar ao Presídio Militar Romão Gomes, em São Paulo, Geraldo Leite Rosa Neto recebeu abraços e palavras de apoio de colegas da Polícia Militar, em um momento marcado por forte comoção dentro da corporação.
O interrogatório do tenente-coronel, originalmente previsto para sexta-feira (28), foi adiado pela defesa pela segunda vez e reagendado para 8 de setembro, no Fórum Criminal da Barra Funda. Os advogados pretendem anexar um laudo suplementar ao processo, argumentando que novos exames podem trazer esclarecimentos adicionais.
Com o avanço das investigações, a Polícia Civil obteve novos indícios que reforçaram a teoria de feminicídio e afastaram de vez a hipótese de suicídio. Apesar de amigo pessoal de Geraldo e de ter sido acionado após a descoberta do corpo, o desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan não foi arrolado como testemunha, pois decisão conjunta de acusação e defesa entendeu que seu depoimento não agregaria evidências relevantes ao caso.








