
Lula pede direito de resposta ao TSE contra declarações de Flávio Bolsonaro (Foto: Instagram)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recorreu no domingo (31) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para solicitar direito de resposta a supostas afirmações feitas pelo senador Flávio Bolsonaro, do PL, durante a sabatina promovida pela TV Globo. A equipe jurídica do petista protocolou a ação citando oito declarações do adversário que, segundo a defesa de Lula, contêm informações falsas ou foram apresentadas sem o devido contexto, abrangendo tanto a trajetória política quanto aspectos da candidatura presidencial.
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Entre os pontos contestados, está o comentário de Flávio sobre o chamado “tarifaço” imposto pelo governo dos Estados Unidos a produtos brasileiros. Na sabatina, o senador atribuiu a responsabilidade integral ao presidente e afirmou que não houve envio de representantes oficiais para negociar com a administração de Donald Trump. A campanha de Lula, porém, ressalta que o governo federal conduziu tratativas com Washington, coordenadas principalmente pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, e que o Planalto atuou em defesa dos interesses do setor exportador.
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Outro aspecto destacado no pedido de direito de resposta refere-se ao poder de compra do salário mínimo. Flávio afirmou na entrevista que o piso salarial teria perdido valor durante o atual governo, mas, segundo a equipe de Lula, os reajustes acima da inflação ao longo do mandato garantiram ganho real para os trabalhadores. A defesa presidencial apresentou dados que indicam aumentos sucessivos, assegurando a manutenção do poder de compra e contribuindo para a valorização do rendimento mensal.
A petição ao TSE ainda questiona declarações referentes ao funcionamento das urnas eletrônicas, críticas ao sistema de pagamentos via Pix e atribuições de culpa a Lula pelos atos de 8 de janeiro de 2023. De acordo com a equipe jurídica, essas colocações foram feitas de forma equivocada ou descontextualizada, sem apresentar provas robustas e sem considerar o trabalho de instituições como o Tribunal Superior Eleitoral e a Polícia Federal na apuração dos fatos.
O documento foi protocolado neste fim de semana e aguarda análise pelo plenário do TSE. A assessoria de imprensa de Lula afirma que o objetivo é apenas retificar informações falsas e preservar a transparência no debate público. O Estadão procurou a defesa de Flávio Bolsonaro para obter comentários, mas ainda não recebeu resposta oficial do senador ou de sua equipe jurídica.
Se o Tribunal Superior Eleitoral deferir o pedido, Flávio poderá ser obrigado a veicular a resposta nos mesmos meios em que divulgou as declarações originais, incluindo TV, rádio e plataformas digitais. A estratégia faz parte do esforço de campanha para combater o que o PT classifica como disseminação de desinformação durante o período eleitoral.
