
Atacante David em partida pelo Vasco da Gama (Foto: Instagram)
Durante ação da Polícia Civil do Espírito Santo motivada por investigação sobre tráfico de armas e drogas, o atacante David, do Vasco da Gama, admitiu em depoimento conhecer algumas das pessoas apontadas como alvos da operação. As buscas ocorreram em seu apartamento na Barra da Tijuca e no Centro de Treinamento Moacyr Barbosa, no Rio de Janeiro. Entre os materiais apreendidos estavam seu celular, computadores e documentos pessoais. O jogador, contudo, negou qualquer participação em atividades criminosas vinculadas a esse grupo.
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Em depoimento prestado na segunda-feira (31), David declarou à corporação que mantém relações com parte dos investigados, mas afirmou não ter conhecimento de eventuais crimes por eles cometidos. Conforme publicado no blog de Diogo Dantas, do jornal O Globo, o atacante ressaltou ter crescido no Espírito Santo e garantiu não estar envolvido no esquema apurado pela investigação.
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As autoridades concentram esforços agora na análise detalhada das mensagens armazenadas no celular apreendido do atleta. Os policiais buscam conversas mantidas com um dos principais alvos da operação, mas até o momento o conteúdo dessas trocas não foi divulgado oficialmente. De acordo com a investigação, esse material pode ser crucial para confirmar se houve algum tipo de conivência ou participação de David em atividades ilícitas relacionadas ao tráfico de armas e drogas.
Além de vistoriar o apartamento de David, os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão no vestiário do CT Moacyr Barbosa e também no local de trabalho do jogador. Após o depoimento na delegacia do Leblon, ele retornou ao centro de treinamento e participou normalmente dos treinos com o elenco. Vale ressaltar que o cumprimento de mandados não configura condenação, e o jogador não foi detido em nenhum momento durante a operação.
A operação, batizada de A Tropa, avançou após a análise de um telefone apreendido em um inquérito de tentativa de homicídio ocorrido em Serra, no Espírito Santo, em 2024. Segundo a Polícia Civil, foram identificadas movimentações financeiras suspeitas e mensagens que apontaram novos nomes ligados ao esquema. Entre os alvos esteve também o lateral Hayner, do Vila Nova, que em comunicado ao clube afirmou acreditar ter sido incluído nas apurações por manter amizade de infância com um dos investigados, oriundo da mesma comunidade onde cresceu.
O Vasco da Gama emitiu nota oficial informando que está colaborando integralmente com as investigações e aguarda o desfecho do caso. O diretor de futebol Admar Lopes reforçou que David segue integrado ao grupo e ficará à disposição para atuar enquanto não houver um posicionamento conclusivo por parte das autoridades competentes.
