Flávio Bolsonaro pede impeachment imediato de Moraes e critica ‘anestesia’ do Senado

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Flávio Bolsonaro acusa Senado de “anestesia” e exige impeachment de Alexandre de Moraes (Foto: Instagram)

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) acusou nesta terça-feira (01) o Senado de sofrer uma “anestesia” diante das denúncias sobre a relação entre o ministro do STF Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. Em discurso no plenário, ele cobrou que Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado, determine de ofício a instauração imediata de um processo de impeachment contra Moraes.

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Flávio considerou “inadmissível” que autoridades do alto escalão sejam alvo de suspeitas por diversos crimes sem que isso se torne o foco principal das discussões na Casa. Segundo ele, essa letargia do Legislativo, sobretudo do Senado, compromete a transparência e o combate à impunidade.

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O senador acusou Moraes de atuar como “advogado de Vorcaro” e listou supostos crimes de obstrução de Justiça, interferência em investigações, venda de proteção e formação de quadrilha. “Até quando este Senado vai tapar os olhos como se nada estivesse acontecendo? Está tudo normal no nosso País”, ironizou.

Ele reforçou que não se pode fingir “que Moraes não cometeu crime de responsabilidade” e que o processo de impeachment precisa ser iniciado sem demora. Flávio destacou ainda a importância de separar a defesa da instituição do STF do apoio a indivíduos que ocupam cargos no tribunal.

Na mesma fala, o senador comparou o caso de Moraes com o do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ressaltando que o ministro deveria ter garantido o direito de se defender: “Vamos dar a Moraes o que ele não deu a Bolsonaro, o direito de se explicar.” Ele também acusou o Executivo de abandonar o diálogo com o Legislativo para fechar “conluio” com alguns ministros da Corte.

Ao comentar as emendas parlamentares, Flávio afirmou que deputados e senadores são pressionados pela população a destinar recursos a Estados e municípios. Ele acusou o ministro do STF Flávio Dino de usar o tema como instrumento de pressão política. Por fim, criticou o que chamou de “Estado policialesco” e questionou até quando os parlamentares aceitarão investigações que, segundo ele, ameaçam partidos e congressistas.