
Fachada de agência dos Correios em Brasília: governo reconhece desafios operacionais (Foto: Instagram)
Dario Durigan, porta-voz econômico da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reconheceu em debate sobre economia na GloboNews na noite desta terça-feira que os Correios enfrentam sérios desafios operacionais. Ele afirmou que o governo federal está empenhado na recuperação da estatal, discutindo novas parcerias com a iniciativa privada para viabilizar investimentos e promover a modernização. Durigan admitiu a complexidade da tarefa e ressaltou que recursos já foram alocados para reverter o quadro de atraso na empresa.
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Segundo Durigan, as dificuldades dos Correios têm origem na sua inclusão no Programa Nacional de Desestatização (PND), mecanismo que limitou a capacidade de investimento. Durante a pandemia, concorrentes no setor de logística aceleraram processos de digitalização e modernização, enquanto a estatal permaneceu estagnada. “O problema nasce quando foi colocado no PND”, afirmou, ressaltando que a falta de recursos comprometeu a atualização da infraestrutura e dos serviços.
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Para enfrentar esse cenário, o governo federal destinou R$ 6 bilhões ao orçamento dos Correios, aplicados na modernização das unidades de triagem, no aprimoramento dos sistemas de rastreamento e na digitalização de processos. “Não é algo que a gente tenha alegria em fazer”, admitiu Durigan, mas garantiu que todas as medidas estão sendo tomadas em conjunto com a estatal. Ele destacou ainda que o Executivo está aberto a discutir “sem dificuldade” quais parcerias com a iniciativa privada podem acelerar o processo de reestruturação.
Em relação à chamada “taxa das blusinhas”, tema em debate no Congresso que avalia a exclusividade dos Correios para entregas de compras internacionais isentas de impostos, Durigan desconversou. Ele afirmou que não é papel de seu grupo definir a posição oficial do governo, pois o assunto ainda não foi tratado diretamente com ele, e ponderou que não há defesa automática de manter a estatal como única responsável por esse segmento, diferentemente do modelo vigente no passado.
O ministro também destacou uma peculiaridade da contabilidade pública: estatais que apresentam lucro podem gerar déficit aparente quando seus investimentos são contabilizados como despesa. Ele lembrou que, no conjunto das empresas estatais entre 2024 e 2025, houve lucro acumulado de R$ 170 bilhões, mas que os aportes para expansão costumam ser registrados como déficit nos balanços governamentais.








