
Padrasto é detido por suspeita de homicídio e abuso após morte de criança em Pirituba (Foto: Instagram)
Uma menina de 1 ano e 3 meses morreu após ser atendida desacordada na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) Pirituba, na zona norte de São Paulo. Inicialmente, a família informou que a criança havia sofrido uma queda de aproximadamente dois metros em casa, mas as lesões constatadas pelos médicos durante o atendimento levantaram dúvidas sobre a verdadeira dinâmica do acidente.
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Durante a avaliação, a equipe médica identificou um afundamento na região craniana, inúmeros hematomas pelo corpo e lesões no abdômen, circunstâncias que indicam possível violência física intensa e até suspeita de estupro de vulnerável. Essas observações constam no boletim de ocorrência, que aguarda os resultados dos exames periciais para confirmar ou descartar as hipóteses.
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O caso foi registrado na noite de terça-feira (1º). Guardas civis metropolitanos foram acionados à UPA após a chegada da criança, acompanhada da mãe e do padrasto, com quem a mulher mantinha um relacionamento de aproximadamente dois meses. O médico plantonista relatou que a versão inicial apontava apenas a queda, mas ressaltou que o estado da paciente se mostrava incompatível com o acidente descrito.
Na tentativa de salvar a vida da menina, os profissionais iniciaram manobras de reanimação, porém ela não resistiu aos ferimentos e foi declarada morta ainda dentro da unidade de saúde. O boletim registra que, além do traumatismo craniano, havia hematomas em diferentes graus de evolução e marcas suspeitas de violência sexual, todas submetidas a perícia especializada.
Após a internação, o padrasto informou que retornaria ao imóvel para buscar roupas e saiu da UPA sem dar mais detalhes. Testemunhas relataram aos guardas civis que a própria mãe teria pedido que ele deixasse a unidade, enquanto ela permaneceria ao lado da filha. Essa divergência de versões consta no boletim, mas não esclarece completamente as circunstâncias da saída do suspeito.
A Guarda Civil Metropolitana realizou buscas em endereços ligados ao homem. Na primeira fase da operação, ele ainda não havia sido localizado e a residência da criança foi lacrada para perícia. Posteriormente, a Polícia Militar o encontrou em uma casa próxima, onde vizinhos o impediram de fugir até a chegada dos agentes.
O suspeito está detido e é acusado de homicídio e investigado por possível estupro de vulnerável, fato que ainda depende de comprovação técnica. A polícia apura também informações de que ele teria se irritado com o choro da criança antes do incidente, mas esse detalhe não aparece de forma clara na primeira edição do boletim e aguarda apuração.
A investigação corre no 33º Distrito Policial, em Pirituba. Os laudos médicos-legais e periciais serão fundamentais para esclarecer as causas da morte e confirmar se houve ou não abuso sexual, definindo, assim, a tipificação precisa dos crimes cometidos contra a menor.








