Ativista que solicitou prisão dos Nardoni expõe detalhes das ameaças de morte recebidas

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Acusados no caso da morte de Isabella Nardoni (Foto: Instagram)

O presidente da Associação do Orgulho LGBTQIAPN+ de São Paulo, Agripino Magalhães Jr., relatou ter sido alvo de ameaças de morte após denunciar irregularidades no caso da menina Isabella Nardoni. Segundo ele, as primeiras intimidações ocorreram por meio de mensagens em redes sociais, mas a situação se agravou quando recebeu uma ligação de número desconhecido na última sexta-feira (28), por volta das 17h30. Desde então, o ativista diz sentir maior preocupação com sua segurança pessoal.

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Em entrevista ao Bacci Notícias, Agripino descreveu que as mensagens via Instagram eram enviadas por perfis que desapareciam em seguida ou pela função de visualização única, o que impedia qualquer rastreamento. “Eu sempre recebi alguma indireta, alguma ameaça pelo Instagram, visualização única, ou eu tocava no Instagram e aí não conseguia mais ver quem era, sumiu o Instagram”, contou. Mas, de acordo com ele, a ligação anônima foi a mais assustadora: “Mas começou para valer mesmo essa ligação que eu recebi, de um número desconhecido, foi a pior.”

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O clima de tensão se dá justamente no momento em que a associação presidida por Agripino apresentou, no dia 27, pedidos ao Superior Tribunal de Justiça para que Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá retornem ao regime fechado. A entidade também requereu a reabertura de investigações e a oitiva de novas testemunhas, buscando apurar com mais profundidade as circunstâncias em torno da morte de Isabella, de apenas 5 anos quando foi assassinada em 2008.

Entre as ameaças recebidas, consta uma advertência direta: “Se você não parar de falar do caso da menina Isabella Nardoni e continuar fazendo denúncias no Ministério Público, não vai demorar para encontrarem o seu cadáver.” Diante disso, Agripino informou que vai registrar boletim de ocorrência no 23.º Distrito Policial, em Perdizes, zona oeste de São Paulo, e abrir um procedimento na delegacia especializada em crimes cibernéticos para identificar autores e origens das mensagens.

O ativista ressaltou que apresentará às autoridades todas as provas coletadas, incluindo gravações da ligação e capturas de tela das mensagens. Ele afirmou acreditar que as investigações podem elucidar as ameaças e aumentar a proteção a quem atua em defesa da Justiça. Enquanto isso, o caso Nardoni volta a ganhar novos desdobramentos nos tribunais e reacende debates sobre a segurança de cidadãos que se envolvem em processos judiciais de grande repercussão.