
Marcos Silas Neves de Souza, o GT, é encontrado morto na Penitenciária Federal de Brasília (Foto: Instagram)
Marcos Silas Neves de Souza, conhecido pelo apelido GT, foi encontrado morto na manhã deste domingo (30) na Penitenciária Federal de Brasília. Apontado como um dos maiores líderes de tráfico de cocaína do Brasil, ele voltou ao noticiário após oferecer detalhes de uma suposta ajuda enviada a Ronaldinho Gaúcho durante o período em que o ex-jogador esteve detido no Paraguai.
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De acordo com a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), o detento foi localizado desacordado dentro da cela durante a primeira revista do dia, que incluía a entrega de alimentos. Apesar do acionamento imediato do atendimento médico, a equipe confirmou o óbito no local. A Senappen informou que o caso foi registrado como suicídio e que investigações internas foram iniciadas para apurar as circunstâncias da morte.
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Conhecido como chefe do Cartel do Sul, organização criminosa com forte atuação no Paraná, GT começou no Primeiro Comando da Capital (PCC). Após romper com a facção, ele estruturou seu próprio grupo, firmando ainda uma aliança com o Comando Vermelho. As autoridades apontam que, em sua liderança, o Cartel do Sul coordenava rotas de cocaína, contratação de homicidas e lavagem de dinheiro em várias regiões do país.
Desde 2021, Marcos Silas estava preso após ser encontrado em uma clínica de São Paulo, onde tentava realizar cirurgia plástica facial para dificultar sua identificação. Investigações da Polícia Federal o responsabilizam por uma complexa e milionária rede de tráfico internacional de drogas, além de envolvimento em homicídios, fornecimento de armas e corrupção de agentes públicos. A PF ainda apura a extensão total da influência de sua organização.
Em mensagens apreendidas em seu celular, o traficante relatou ter enviado churrasco e cerveja a Ronaldinho Gaúcho enquanto o ex-atleta estava detido na prisão paraguaia em 2020. Segundo os diálogos, em troca ele teria recebido duas camisas da Seleção Brasileira autografadas, sendo uma delas dedicada ao "amigo GT". GT ainda afirmou que recebeu cumprimentos por telefone do ex-jogador, mas que ambos jamais se encontraram pessoalmente.
A defesa de Ronaldinho, por meio do advogado Sérgio Queiroz, negou qualquer vínculo com Marcos Silas. Segundo a peça, o ex-jogador não conhecia o traficante nem recebeu favores seus durante o período de detenção. Os defensores frisaram que Ronaldinho autografou milhares de camisas ao longo da carreira e não tem como recordar todas as dedicatórias, reforçando que as mensagens partem exclusivamente de relatos atribuídos a GT.
