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Presidente Lula e ex-alvos da Lava Jato disputam cargos nas eleições de 2026


Lula entre 75 investigados da Lava Jato que disputam as eleições de 2026 (Foto: Instagram)

Um levantamento recente aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outros 74 investigados ou ex-alvos da Operação Lava Jato estão concorrendo a cargos públicos nas Eleições de 2026. A relação inclui políticos de diferentes partidos e nove nomes que chegaram a ser presos durante o curso das investigações. Segundo apuração baseada em inquéritos, registros de candidatura da Justiça Eleitoral e informações da imprensa, esses concorrentes representam várias regiões do país.

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A Operação Lava Jato, que abaloU o cenário político nacional a partir de 2014, volta a influenciar o pleito. Anos após as fases mais intensas da investigação, ex-alvos da força-tarefa retornam às urnas disputando desde prefeituras e assembleias legislativas até cadeiras no Congresso Nacional, demonstrando diversidade de perfis e estratégias eleitorais.

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O presidente Lula é um dos casos mais emblemáticos. Condenado e preso, teve suas sentenças anuladas em 2021 pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, sob o argumento de que a 13ª Vara Federal de Curitiba não tinha competência para julgá-lo. A decisão foi confirmada pelo plenário do STF, restabelecendo seus direitos políticos e viabilizando sua vitória sobre Jair Bolsonaro em 2022 e sua nova candidatura em 2026.

Além de Lula, nomes como André Vargas, Beto Richa, Delcídio Amaral, Delúbio Soares, Eduardo Cunha, Luiz Argôlo, Marconi Perillo e José Dirceu figuram entre os ex-presos que buscam eleição ou reeleição neste ano. O levantamento ressalta que ter sido alvo da Lava Jato não implica condenação definitiva, pois alguns processos foram anulados ou arquivados, enquanto outros seguiram trâmites variados.

O estudo evidencia ainda a forte presença de filiados ao PT e ao PP entre esses candidatos, apontando a extensão do esquema investigado, que envolveu contratos públicos, grandes empresas e autoridades em diversas unidades da Federação. Com seu auge entre 2014 e meados da última década, a Operação Lava Jato mapeou redes de corrupção em diferentes instâncias governamentais.

As mudanças no entendimento jurídico, como as decisões do STF sobre competência e nulidade de provas, alteraram a condição de muitos envolvidos. Com a elegibilidade restaurada, antigos protagonistas de uma das maiores operações anticorrupção do país retornam ao cenário eleitoral em busca de novos mandatos ou da manutenção de cargos conquistados anteriormente.

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