
Lula gesticula durante entrevista na TV Globo. (Foto: Instagram)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convidou banqueiros e empresários para um jantar nesta segunda-feira, 31, em Brasília. A iniciativa acontece quatro dias após o senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL, apresentar seu plano de governo a representantes do mercado financeiro em São Paulo.
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O objetivo de Lula é criar pontes com esses setores, que historicamente não foram alinhados ao PT. Embora manifestem ressalvas à candidatura dele à reeleição, esses líderes também nutrem desconfiança em relação a Flávio Bolsonaro.
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Entre os convidados estão Rubens Ometto, da Cosan; os irmãos Joesley e Wesley Batista, da J&F; José Seripieri Filho, da Amil; e Luiz Carlos Trabuco, presidente do Conselho de Administração do Bradesco. Também receberam convites os banqueiros Milton Maluhy, do Itaú, e André Esteves, do BTG Pactual, ambos participantes do encontro com Flávio em São Paulo.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, tem sido o porta-voz de Lula nos diálogos com a Faria Lima. Durigan participou de diversas reuniões com executivos recentemente para tentar dissipar ruídos gerados por entrevistas de José Sérgio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras e coordenador do programa de Lula para o quarto mandato.
O titular da Fazenda insiste que, em eventual novo mandato, o governo renovará o compromisso com o ajuste fiscal. O mercado reagiu com cautela depois que Gabrielli comentou a necessidade de mudanças para ampliar investimentos e gastos sociais. Na sequência, a plataforma de Lula ressaltou que o arcabouço fiscal será mantido, ainda que sem detalhar metas específicas.
Na quinta-feira (27), durante sabatina na TV Globo, Lula disse não se preocupar com o crescimento da dívida pública, o que gerou apreensão entre executivos, segundo relatos ao Estadão. “Herdei este governo, em janeiro de 2023, com déficit fiscal de 2,8%. Sabe quanto vai ser o superávit primário deste ano? 0,1%”, afirmou o presidente. Em seguida, concluiu: “Se tem alguém neste País com responsabilidade fiscal, sou eu”.
