
Bandeiras do Irã e dos EUA lado a lado, símbolo de tensão diplomática (Foto: Instagram)
O aiatolá Mojtaba Khamenei, líder supremo do Irã, pediu neste domingo (30) que os países muçulmanos se unam contra os Estados Unidos e Israel para “conhecerem seu verdadeiro inimigo”. Em uma sequência de mensagens postadas em sua conta oficial no X, o líder iraniano sublinhou que essa união é essencial para erguer uma civilização islâmica coesa e resistente às pressões externas que ameaçam a identidade religiosa e cultural de seus fiéis.
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De acordo com Khamenei, a coesão entre as nações islâmicas deve guiar tanto as relações com aliados quanto com opositores regionais. Ele argumentou que prevenir cisões internas e estimular a colaboração está entre os ensinamentos centrais do Islã, baseados no Alcorão e na tradição do profeta Maomé. O aiatolá enfatizou que somente através do fortalecimento dos laços de amizade e dos esforços coletivos será possível enfrentar os desafios que afligem a comunidade muçulmana global.
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Nas publicações, Khamenei classificou os Estados Unidos e Israel como “inimigos jurados” da unidade islâmica, acusando-os de conspirarem para dividir o mundo muçulmano e minar sua coesão interna. Para o líder, a melhor maneira de enfrentar essas nações é por meio da preservação da solidariedade doméstica, da cooperação política e econômica e da busca de um bem comum que ultrapasse interesses isolados. Ele reforçou que, sem essa estratégia, as nações muçulmanas ficam vulneráveis a pressões e interferências externas, comprometendo seu futuro coletivo.
O aiatolá também alertou que as divergências religiosas, raciais, culturais, econômicas, políticas e geográficas existentes entre os países islâmicos podem ser exploradas por adversários para semear discórdia e enfraquecer a reação conjunta. Segundo ele, essas diferenças não devem se sobrepor aos pontos comuns que unem os muçulmanos, pois a fragmentação interna gera um enfraquecimento da capacidade de resposta a crises regionais e internacionais.
As declarações foram divulgadas no contexto do aniversário do profeta Maomé e da Semana da Unidade Islâmica, datas que, para o líder iraniano, reforçam a necessidade de união entre os seguidores do Islã. Khamenei aproveitou as mensagens para desejar que a misericórdia e a graça de Deus protejam as sociedades muçulmanas, enfatizando o caráter espiritual e comunitário desses momentos de celebração.
Ao longo das mensagens, o aiatolá Mojtaba Khamenei direcionou seu apelo não apenas aos governos e líderes religiosos, mas também às comunidades locais e às organizações não governamentais muçulmanas. Ele defendeu que todos os níveis de poder e segmentos da sociedade islâmica atuem de forma coordenada, promovendo o diálogo intergovernamental e iniciativas conjuntas que fortaleçam a autonomia, a independência e a soberania dos Estados muçulmanos diante de desafios políticos e econômicos globais.








