
Quadrilha usa rosto falso para invadir prédio de luxo (Foto: Instagram)
Uma quadrilha itinerante desenvolveu um método discreto para invadir apartamentos de alto padrão em vários estados brasileiros. Em vez de forçar portas ou espectaculares invasões noturnas, os criminosos manipularam registros de moradores e passaram pelos sistemas de controle como se fossem residentes autorizados, aproveitando falhas nos procedimentos internos dos condomínios.
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Os investigadores apuraram que o grupo reunia dados detalhados sobre as vítimas, identificava pontos vulneráveis em cada edifício e alterava cadastros junto aos sistemas de acesso. Em alguns casos, os integrantes entravam em contato com as administradoras e solicitavam mudanças cadastrais, utilizando documentos falsos para inserir rostos de integrantes nos bancos de dados de reconhecimento facial.
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Em um dos episódios, uma moradora perdeu o acesso ao app do condomínio após os criminosos terem registrado o rosto de uma cúmplice como se fosse dela. O sistema passou a identificar a invasora como residente legítima, liberando sua entrada sem acionamento de alertas ou suspeitas por parte dos porteiros. A fraude mostrou que, mesmo com tecnologia de ponta, a segurança falha quando não há verificação presencial de alterações.
Conforme exibido no Fantástico, o esquema foi repetido em pelo menos oito estados. Após acessar o prédio, os ladrões percorriam áreas comuns até localizar unidades vazias e retiravam objetos pequenos de alto valor, como joias e eletrônicos, escapando pela porta principal. A ausência de sinais de arrombamento atrasava o reconhecimento do furto pelas vítimas e dificultava a investigação policial.
As autoridades seguem identificando todos os envolvidos e quantificando os danos causados, que ainda estão sendo apurados. Especialistas alertam para a importância de confirmar, pessoalmente, qualquer solicitação de alteração cadastral e reforçar a integração entre sistemas de gestão condominial e as administradoras. A recomendação é adotar protocolos adicionais de verificação, como conferência de documentos no momento da mudança de dados, mesmo em edifícios que disponham de câmeras e reconhecimento facial.








