
Alan Smith (circulado) em foto de família antes do ataque em Billings, Montana. (Foto: Instagram)
Brad Ireland, parente de algumas vítimas, quebrou o silêncio e descreveu os comportamentos preocupantes de Alan Smith antes do ataque que terminou com oito mortos durante um jantar em Billings, Montana. Segundo Ireland, várias pessoas notaram mudanças no atirador, mas os avisos não foram levados em conta. A tragédia chocou a comunidade e expôs falhas na identificação de sinais de alerta em pessoas próximas ao autor do crime.
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Alan Smith, de 44 anos, retornou inesperadamente à casa onde morava com os pais poucas semanas depois de ser obrigado a sair do imóvel. Na noite de domingo, 23 de fevereiro, ele abriu fogo contra os familiares que participavam do encontro semanal, matando a avó idosa, os pais, a irmã mais nova e quatro crianças com idades entre 7 e 15 anos. Em seguida, incendiou a residência e tirou a própria vida antes da chegada dos policiais.
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De acordo com Ireland, ele próprio perdeu a ex-mulher e dois filhos no ataque. “Havia muitos sinais de alerta e muitas pessoas falaram. Ninguém ouviu”, declarou à Associated Press, ressaltando o sentimento de frustração de familiares que tentaram alertar autoridades e amigos sobre a instabilidade de Alan.
Vizinhos e parentes descreveram o atirador como alguém introvertido e agressivo verbalmente, que passava grande parte do tempo isolado em frente ao computador. Ele tinha dificuldade para manter empregos e não possuía antecedentes criminais, o que levantava dúvidas sobre a gravidade de seus comportamentos.
Durante o massacre, Charlotte Ghekiere, de 12 anos, conseguiu ligar para o serviço de emergência e alertar sobre o tiroteio em andamento. A menina tentou socorrer parentes ao longo da chamada, mas acabou assassinada. Amigos da família começaram a chamá-la de heroína pelo ato de bravura.
O incêndio que consumiu a residência dificultou o trabalho de investigação. Policiais que chegaram ao local ainda ouviram disparos e encontraram o imóvel em chamas, enquanto o autor agonizava após ter atirado contra si mesmo. As autoridades continuam apurando a sequência dos acontecimentos e se a expulsão de Alan da casa dos pais teve relação direta com o motivador do crime.
