
Estudante revisa anotações ao ar livre para o Enem: jornada equilibrada reduz a ansiedade (Foto: Instagram)
Para quem se prepara para o Enem, conversar sobre expectativas e manter uma rotina flexível pode ser determinante para aliviar a ansiedade. Intercalar períodos de estudo com pausas regulares e usar técnicas como o método Pomodoro ajuda a administrar o tempo e preservar a saúde mental. É fundamental equilibrar momentos de foco com intervalos de descanso e socialização para manter o desempenho sustentável.
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Planejar as semanas de revisão e organizar o material é essencial, mas os vestibulandos enfrentam pressões profundas: suas escolhas podem gerar ansiedade e exaustão. Psicólogos e professores consultados reforçam que selecionar o curso ou a universidade, embora desafiante, não é uma decisão irreversível. Depois da graduação, há possibilidades de trancamento, transferência ou até mudança de carreira.
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Segundo Maria Lívia, professora da USP e supervisora da Fuvest, as cobranças familiares e sociais muitas vezes tornam a jornada ainda mais pesada. Identificar e nomear a ansiedade já traz alívio ao candidato. Ter um diálogo maduro entre pais e filhos sobre preferências sem transferir expectativas ajuda a reduzir a sensação de obrigação de corresponder a projetos alheios.
A Fuvest instituiu o programa Fuvest Escuta, coordenado por Maria Lívia, que promove rodas de conversa virtuais com psicólogos voluntários para candidatos de 2026, 2027 e anos seguintes. O objetivo é oferecer suporte emocional, transformando a seleção em um processo mais inclusivo. Os inscritos têm acesso a esse espaço de fala e escuta pelo site da Fuvest, recebendo orientações para enfrentar o período de provas.
Para estruturar a rotina de estudos, é indicado alternar disciplinas, revisar conteúdos e incluir atividades físicas duas ou três vezes por semana. Ter pausas programadas, cuidar da alimentação e manter horário regular de sono são medidas básicas. A flexibilidade é tão importante quanto a disciplina: um dia fora do cronograma não deve gerar desânimo, mas sim permitir a retomada em seguida.
O estudante de 18 anos Miguel Mendonça, do Colégio GDV, divide seu dia entre aulas e revisões em casa. Pela manhã, ele exerce exercícios em sala e, ao chegar em casa, revisa conteúdos, faz resumos e lista de exercícios. Para ele, a rotina de estudos elevou seu rendimento e proporcionou tranquilidade, ainda que prefira diversificar a forma de aprender em determinados momentos.
Aplicar simulados ajuda o vestibulando a se familiarizar com o formato de cada prova e entender o peso de redação e interpretação de texto. Estudar em grupo permite trocar conhecimentos e reforçar pontos frágeis: ensinar um colega revela lacunas e consolida o aprendizado. Nas semanas finais, o foco deve ser a revisão de todo o conteúdo já visto, sem incorporar temas novos.
Por fim, é natural sentir um grau de ansiedade antes das provas, mas é preciso evitar o que paralisa. Famílias, escolas e instituições devem monitorar o estado emocional dos jovens e intervir quando necessário. Equilibrar estudo intenso com descanso racional, mantendo o bem-estar mental, é o melhor caminho para enfrentar o vestibular com confiança e clareza de propósito.








