Caso Oliver: pais de menino de 3 anos que morreu após agressões se tornam réus no RS

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D’andre e Mayanna Grayson em registro familiar (Foto: Instagram)

Os pais de Oliver Grayson, menino de 3 anos que faleceu em decorrência de agressões em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre, passaram a figurar como réus em ação penal na Justiça do Rio Grande do Sul. A inclusão dos dois no processo foi confirmada nesta sexta-feira (28) pelo Tribunal de Justiça do RS (TJRS), que acolheu a denúncia do Ministério Público. Ambos seguem detidos preventivamente enquanto o caso é instruído.
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D’andre Grayson, missionário norte-americano de 33 anos, teve recebida a acusação de homicídio qualificado com dolo eventual em razão da morte de Oliver. Ele também responde por quatro crimes de tortura, que teriam sido praticados contra o menino e seus três irmãos. A denúncia descreve episódios de violência física e psicológica em múltiplas ocasiões, configurando padrão de conduta cruel dentro do ambiente familiar.
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A mãe das crianças, Mayanna Angelina Rodgers, figura na denúncia por tortura por omissão em relação aos quatro filhos. Segundo o MP, ela não teria agido para proteger as crianças das agressões, mesmo tendo ciência dos abusos. Em contrapartida, a acusação de homicídio que recaía sobre Mayanna foi arquivada pelo TJRS, mantendo apenas a imputação pela omissão de cuidados. Ela está detida no mesmo presídio de D’andre, aguardando prosseguimento da ação penal.

O processo tramita sob sigilo parcial para preservar a identificação das vítimas mais novas e garantir a dinâmica das investigações conduzidas pela Polícia Civil de Viamão. Documentos nos autos apontam registros de boletins de ocorrência anteriores, em que vizinhos e familiares relataram episódios de violência doméstica. Ainda assim, não houve intervenção efetiva até o caso culminar na morte de Oliver.

Em nota oficial, o TJRS destacou que o recebimento da denúncia não antecipa julgamento de mérito, mas demonstra a robustez das provas iniciais apresentadas pelo Ministério Público. A defesa dos acusados tem prazo legal para apresentar contestação, arrolar testemunhas e requerer diligências. Após essa fase, o juiz poderá designar audiência de instrução e julgamento, quando serão ouvidas testemunhas e peritos.

A morte de Oliver mobilizou órgãos de proteção à criança e organizações não governamentais que acompanham casos de maus-tratos no estado. Grupos de assistência familiar e centros de atenção à mulher estimularam campanhas de conscientização sobre denúncia de violência infantil e omissão de socorro. O desfecho do processo é aguardado com expectativa por entidades que atuam na defesa dos direitos da infância e adolescência.