Médico fugitivo é preso por descumprir medida protetiva contra ex-companheira

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Médico foragido é preso em Criciúma por descumprir medida protetiva (Foto: Instagram)

Um médico de 34 anos, que estava foragido da Justiça em Santa Catarina, foi preso preventivamente em Criciúma nesta semana após a Polícia Civil concluir diligências ligadas a denúncias de violência doméstica e suposto descumprimento de medida protetiva. Segundo o inquérito, o profissional retornou a manter contato com a antiga companheira e familiares, contrariando decisão judicial que o obrigava a manter distância. Ele foi detido assim que as equipes de investigação conseguiram localizá-lo.

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A investigação, conduzida pela delegacia da Polícia Civil, teve início quando a ex-companheira do médico e a mãe dela registraram boletins de ocorrência relatando ameaças de morte. De acordo com as apurações, o suspeito enviou mensagens e fez chamadas sugerindo intenção de causar danos às vítimas. Em resposta às denúncias, a Justiça determinou medidas protetivas de urgência, proibindo qualquer tipo de aproximação ou comunicação do investigado com as pessoas protegidas.

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Mesmo com a liminar em vigor, a Polícia Civil afirma que o médico não cessou as condutas ilícitas. O descumprimento da medida foi caracterizado quando ele voltou a mandar mensagens para a mãe da ex-companheira, fato que acelerou a expedição do mandado de prisão preventiva. A delegada responsável destacou que as restrições já impostas não estavam sendo suficientes para interromper os episódios de perseguição e ameaça.

Após a emissão do mandado, as autoridades empenharam-se em localizar o doutor nos endereços que constavam nos autos, mas ele já era considerado foragido. Somente após intensa troca de informações entre as equipes policiais de diferentes cidades de Santa Catarina ele foi encontrado em Criciúma. No momento da prisão, não houve confronto, e o médico foi conduzido à unidade prisional local sem incidentes.

Mesmo durante o período em que permaneceu foragido, o médico seguiu ativo nas redes sociais, compartilhando vídeos e publicações sobre o andamento da investigação. Conforme relatório policial, em várias ocasiões ele proferiu ofensas contra a ex-companheira, parentes dela e outras pessoas mencionadas. Entre os citados nas publicações estava a proprietária de um laboratório de Araranguá, que chegou a registrar ocorrência após ser mencionada nominalmente pelo suspeito.

Atualmente, o médico está à disposição da Justiça, e o processo ainda aguarda diligências complementares para esclarecer todos os fatos. A prisão preventiva, medida de caráter cautelar, não equivale a condenação, pois as investigações seguem em curso. As autoridades informam que novas providências poderão ser adotadas à medida que surgirem novos elementos no inquérito.