
Densa coluna de fumaça sobe sobre área residencial após explosão em região próxima à fronteira ucraniana. (Foto: Instagram)
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, avisou nesta sexta-feira, 28, que Moscou poderá retaliar contra instalações militares britânicas tanto em território ucraniano quanto além de suas fronteiras se Kiev seguir lançando mísseis de cruzeiro de longo alcance produzidos no Reino Unido contra alvos russos. Segundo ela, essa escalada por parte de Kyiv, respaldada por Londres, transforma alvos britânicos em potenciais objetivos de resposta do Exército russo.
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Em uma entrevista coletiva, Zakharova declarou que o Reino Unido “está a aprofundar o conflito na Ucrânia, violando obrigações legais internacionais e contribuindo para a disseminação de tecnologias militares perigosas em todo o continente e no resto do planeta”. Ela reforçou que, ao oferecer e permitir o uso desses mísseis, Londres passa a assumir responsabilidade direta pela intensificação das hostilidades e da instabilidade regional.
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Os mísseis de cruzeiro mencionados pela porta-voz são de longo alcance e fabricados no Reino Unido, estando em uso pelas forças ucranianas em ataques que, segundo Moscou, ameaçam alvos civis e militares dentro do território russo. Zakharova ressaltou que a continuidade desses lançamentos europeus obriga a Rússia a rever seus critérios de defesa e a considerar opções estratégicas para neutralizar pontos de apoio britânicos em solo ucraniano ou em bases aliadas.
Ao definir as relações bilaterais como profundamente afetadas por uma crise que já dura anos, a porta-voz atribuiu ao Reino Unido a total responsabilidade pelo agravamento do atrito. Segundo ela, “Londres, há várias décadas, adota medidas deliberadamente destrutivas”, o que teria minado qualquer possibilidade de diálogo pacífico e reforçado a postura retaliatória de Moscou.
A advertência pública de Zakharova expõe o grau de tensão entre Rússia e Reino Unido, reforçando o receio de que o conflito ucraniano se expanda e envolva diretamente forças britânicas em novas frentes de combate. O pronunciamento também sinaliza que, sem mudança na política de fornecimento de armamentos, a guerra poderá ganhar contornos ainda mais imprevisíveis, com riscos elevados para a estabilidade regional e o respeito aos tratados internacionais.
