Homem perde parte do nariz após procedimento estético com substância proibida

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Frascos de PMMA, substância permanente proibida em harmonizações faciais (Foto: Instagram)

Erickson sofreu necrose e perdeu parcialmente uma narina depois de fazer uma harmonização facial com polimetilmetacrilato (PMMA) em maio. A aplicação, realizada por um cirurgião-dentista, acabou bloqueando uma artéria e tornou necessária uma cirurgia reparadora para tentar reconstruir a região afetada.

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Pouco tempo após o procedimento, o paciente percebeu que o fluxo sanguíneo no nariz estava comprometido e os sintomas evoluíram para um quadro grave de necrose. A lesão reacende o alerta sobre os perigos do uso de substâncias permanentes e proibidas em tratamentos estéticos.

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O PMMA é um material plástico não absorvível pelo organismo e, segundo uma otorrinolaringologista consultada, seu uso inadequado pode obstruir vasos sanguíneos, gerando isquemia tecidual. No caso de Erickson, a obstrução provocou morte celular na ponta do nariz, culminando na perda parcial da estrutura.

Após o início das complicações, o paciente criticou a falta de suporte do profissional responsável e precisou buscar outro especialista para tratar a ferida e planejar a reconstrução. Sem o devido acompanhamento imediato, o quadro agravou-se, impondo maior complexidade à futura cirurgia reparadora.

O cirurgião-dentista Anselmo Carneiro, autor da aplicação, defende que Erickson foi previamente informado sobre os riscos e assinou termo de consentimento. Ele afirma que seguiu as normas técnicas vigentes e que não houve falha na execução do procedimento.

Em julho de 2026, o Conselho Federal de Odontologia proibiu o uso de PMMA em intervenções estéticas, reforçando restrições já estabelecidas pela Anvisa, que permite o polímero apenas em aplicações reparadoras específicas. Especialistas alertam que materiais permanentes podem causar complicações graves, como inflamações, reações adversas e necrose. No momento, Erickson segue sob observação médica e deve passar por cirurgia reparadora para tentar restabelecer a forma do nariz, enquanto o caso volta a destacar a importância de verificar rigorosamente tanto o profissional quanto a substância usada antes de qualquer tratamento estético.