Flávio Bolsonaro imita o pai e leva anotações na mão durante sabatina da Globo

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Flávio Bolsonaro exibe ‘colinha’ na palma da mão em sabatina da TV Globo (Foto: Instagram)

O senador e candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, compareceu na manhã da sexta-feira (28) à sabatina promovida pela TV Globo, tradicional espaço de entrevistas com postulantes ao Palácio do Planalto. Durante a participação, chamou atenção o fato de ele exibir anotações escritas na palma da mão esquerda, recurso incomum em sabatinas eleitorais que valorizam a espontaneidade do candidato.

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Em determinado momento da entrevista, conduzida pelos jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli, o próprio Flávio posicionou a palma de sua mão em frente às câmeras, revelando em letras legíveis as palavras “mudança”, “futuro” e “7/Set”. As informações teriam servido como lembrete sobre temas que deveriam ser destacados durante as perguntas feitas pela equipe da emissora.

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A estratégia executada por Flávio remete diretamente à postura adotada por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), durante a campanha eleitoral de 2022. Naquele ano, o então chefe do Executivo participou de uma sabatina do Jornal Nacional ostentando uma “colinha” com as expressões “Nicarágua”, “Argentina”, “Colômbia” e o nome “Dario Messer” inscritas em sua palma.

À época, tais termos funcionaram como um roteiro de tópicos que deveriam ser abordados pelo então mandatário, mesmo que, ao final do programa, nenhum dos assuntos tenha sido de fato discutido. Durante o segundo turno daquele pleito, em debate contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Jair voltou a recorrer a anotações manuscritas para guiar suas falas.

Ao repetir a tática do pai, Flávio Bolsonaro evidencia a continuidade de uma tradição familiar de recorrer a lembretes em situação de forte exposição midiática. O uso de colinhas em sabatinas levanta questões sobre o equilíbrio entre preparo e improvisação, especialmente em um momento em que a atuação dos candidatos é minuciosamente observada pelo público e pela imprensa.

Analistas políticos avaliam que o recurso pode sinalizar cautela em não esquecer pontos essenciais, mas também suscita críticas de que o candidato estaria excessivamente dependente de anotações, comprometendo a naturalidade do discurso. Em um ambiente eleitoral marcado por debates acalorados e cheios de detalhes, cada gesto e cada palavra podem se tornar alvo de interpretações variadas.