
Flávio Bolsonaro durante sabatina na TV Globo (Foto: Instagram)
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta sexta-feira, 28, durante sabatina promovida pela TV Globo, que o irmão Eduardo Bolsonaro (PL) cometeu um equívoco ao agradecer ao então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pela adoção de tarifas sobre produtos brasileiros. Segundo Flávio, o trabalho de conscientização feito por Eduardo no país norte-americano é válido, mas a decisão final partiu exclusivamente do governo dos EUA.
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Flávio explicou que o ex-deputado federal não teve qualquer influência formal na medida e que o agradecimento foi inoportuno, uma vez que a imposição das sobretaxas é competência do Executivo americano. “Ele errou ao agradecer em relação às tarifas. O trabalho que ele fez lá para conscientizar é importante, mas a decisão quem tomou foi o governo americano, e não Eduardo Bolsonaro”, reforçou o senador.
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Questionado sobre como conduziria a negociação com Washington para o fim das sobretaxas, Flávio Bolsonaro afirmou que não colocará o Pix como moeda de troca. O senador ressaltou que a plataforma de pagamentos instantâneos não será usada como barganha diplomática e que a prioridade do seu eventual governo seria manter a solidez do sistema financeiro nacional.
Ao ser questionado por colegas sobre o fato de ter sugerido apenas o adiamento das tarifas, e não sua eliminação total, Flávio disse que primeiro é necessário “entender a cabeça” do governo dos Estados Unidos. Ele enfatizou que negociações multilaterais exigem estudos aprofundados e que o Brasil deve se preparar para apresentar argumentos técnicos sólidos.
Flávio Bolsonaro tem responsabilizado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela aplicação das tarifas norte-americanas a produtos brasileiros. O senador alega que falhas na política externa do atual governo contribuíram para a imposição das sobretaxas que afetam diversos setores da economia nacional.
Em julho do ano passado, Flávio se reuniu com o então presidente Donald Trump na Casa Branca e afirmou ter solicitado o cancelamento das taxas. Na ocasião, ele defendeu que o diálogo direto entre executivos facilitaria a reversão da medida. Hoje, como pré-candidato, reafirma que a retomada de relações mais amistosas com os EUA passa por uma estratégia de negociação clara, sem sacrificar sistemas financeiros nacionais.








