
Soldados indianos carregam corpo resgatado após enchentes devastarem regiões de fronteira com o Nepal (Foto: Instagram)
A Índia recuperou sete corpos de pessoas afetadas pelas cheias que devastaram o Nepal. De acordo com autoridades locais, os cadáveres foram encontrados boiando nos rios dos distritos de Maharajganj e Kushinagar, regiões que fazem fronteira com o sul do Nepal, incluindo a área de Chitwan, uma das mais atingidas. “Quatro corpos não identificados foram recuperados no distrito na quinta-feira”, explicou à AFP Gaurav Singh Sogarwal, autoridade distrital de Maharajganj, afirmando que as vítimas devem ter sido arrastadas pela corrente vinda do Nepal após as fortes chuvas.
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Em Kushinagar, cerca de 70 quilômetros rio abaixo da divisa, outros três corpos foram encontrados, mas ainda aguardam identificação pelas equipes de resgate. As autoridades indianas não descartam que o número de vítimas recuperadas possa aumentar nas próximas horas, à medida que novas buscas sejam realizadas em pontos críticos dos rios.
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Na quarta-feira, um deslizamento de terras no norte do Nepal, próximo à fronteira com a China, deixou um rastro de destruição e, segundo a autoridade de gestão de emergências nepalesa, já soma pelo menos 579 mortos, conforme a atualização divulgada na sexta-feira (28). O volume de lama e rochas soterraram vilarejos inteiros e dificultaram o acesso das equipes de socorro aos pontos mais críticos.
Já as autoridades chinesas informaram que cinco pessoas perderam a vida na Região Autônoma do Tibete, elevando o total provisório de mortes para 584. Até o momento, mais de 1.900 pessoas seguem desaparecidas, aumentando a preocupação com eventuais vítimas soterradas ou arrastadas pelas correntes.
As operações de busca prosseguem, mas o alto risco de novos deslizamentos e enchentes repentinase dificulta o avanço das equipes nos locais mais atingidos. Estradas danificadas e pontes bloqueadas obrigam os socorristas a reforçar as medidas de segurança antes de cada deslocamento.
Em comunicado, o governo nepalesa orientou que todos os integrantes das forças de segurança, voluntários de resgate e civis mantenham estado de alerta máximo e se desloquem imediatamente para áreas seguras caso identifiquem sinais de desmoronamento ou subida rápida do nível d’água.
“Ainda há muito gelo derretendo devido às altas temperaturas, e o acúmulo de água em vários trechos, misturado a detritos e grandes blocos de rocha no leito dos rios, representa perigo contínuo”, alertou Jakob Steiner, geocientista da Universidade de Graz que reside em Dhaka, Bangladesh.
Especialistas reforçam que os alertas meteorológicos e geológicos devem ser levados a sério, já que muitos socorristas se expõem a riscos elevados na busca por desaparecidos. Apesar da gravidade do episódio, os técnicos consideram improvável a ocorrência de outra cheia tão repentina e letal quanto a registrada na última quarta-feira.








