
Viatura da Polícia Civil em Peruíbe após prisão de suspeito no caso Samyra (Foto: Instagram)
Um borracheiro que estava entre os investigados pela morte de Samyra Roberta de Lima Almeida, de 10 anos, foi preso durante a apuração em Peruíbe, litoral de São Paulo. A detenção representa um novo avanço nas investigações sobre as circunstâncias em que a criança foi encontrada sem vida dentro da própria residência.
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A prisão ocorreu após a coleta de material genético do suspeito e de seu filho, além da apreensão dos aparelhos celulares para perícia. A Polícia Civil investiga se ambos podem ter participado dos fatos, com base em indícios obtidos no corpo da menina e em depoimentos de pessoas próximas à família.
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Samyra Roberta de Lima Almeida tinha 10 anos e vivia em Peruíbe com seus familiares. De acordo com a delegada Izabela Coelho, a menina mantinha uma rotina bastante restrita, com baixa frequência escolar e convívio social limitado, situação que também envolvia seu irmão mais novo.
Investigadores apuraram que Samyra estava sem celular há alguns meses após o aparelho ter sido danificado. Embora tenha sido apreendido, o estado de conservação do telefone pode dificultar a extração de dados relevantes sobre suas últimas comunicações.
A criança foi localizada morta em 10 de agosto. O irmão estranhou a ausência da irmã e a encontrou nos fundos da casa. A mãe foi chamada imediatamente, e o socorro constatou o óbito no local.
Inicialmente tratada como morte suspeita, a Polícia Civil recolheu objetos e aparelhos que pudessem ajudar a esclarecer o ocorrido. Com o avanço dos exames médico-legais, surgiram indícios de violência sexual, ampliando as investigações para estupro de vulnerável e favorecimento à prostituição.
Recentemente, a polícia fez a reconstituição dos fatos na residência para confrontar as diferentes versões apresentadas. A mãe de Samyra, Angélica de Lima Tenorio, de 33 anos, também chegou a ser presa temporariamente como medida cautelar nos desdobramentos do caso.
As apurações continuam e dependem de laudos periciais de celulares e de amostras genéticas. Esses resultados são aguardados para confirmar ou descartar as suspeitas sobre cada investigado, ainda sem definição definitiva de responsabilidades.








