
Chamas e fumaça nas Torres Gêmeas durante os ataques de 11 de Setembro de 2001 (Foto: Instagram)
O suposto mentor dos atentados de 11 de Setembro de 2001, Khalid Sheikh Mohammed, terá seu julgamento fixado para 5 de junho de 2028 por um tribunal militar dos Estados Unidos. A data, anunciada após décadas de adiamentos e impasses jurídicos, representa um marco em um processo que se estende por mais de vinte anos. Os ataques, que deixaram quase 3 mil mortos em Nova York e Washington, seguem sem uma resolução definitiva da Justiça militar.
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Desde logo depois dos atentados, Khalid Sheikh Mohammed e os demais réus estão detidos na base de Guantánamo, em Cuba, aguardando o desfecho do processo. A audiência será realizada em um tribunal militar instalado no próprio complexo prisional. Além de Mohammed, enfrentarão o tribunal Walid bin Attash, Ali Abdul Aziz Ali e Mustafa al-Hawsawi, todos acusados de envolvimento direto na orquestração dos ataques de 11 de setembro.
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O processo se arrasta há mais de vinte anos devido a sucessivos adiamentos motivados por disputas sobre a admissibilidade de provas e procedimentos preliminares. Em recente decisão, o juiz militar Michael Schrama rejeitou o pedido da acusação para antecipar o início do julgamento para janeiro de 2027, argumentando que seria necessário tempo extra para avaliar recursos e cumprir requisitos processuais.
Nos últimos anos, chegou a ser discutida uma proposta de acordo que evitaria a pena de morte para os réus, mas o entendimento foi anulado em meio às controvérsias legais. Segundo a Agência Brasil, diversas tentativas de superar obstáculos judiciais fracassaram, prolongando o impasse em torno da fase principal do processo.
Os atentados de 11 de Setembro tiveram como alvos principais as Torres Gêmeas, em Nova York, e o Pentágono, em Washington, causando a morte de quase 3 mil pessoas em um dos eventos mais traumáticos da história recente dos Estados Unidos. A responsabilização dos envolvidos ocorre em um contexto de rigoroso controle militar e diplomático.
A acusação sustenta que Khalid Sheikh Mohammed liderou o planejamento operacional dos ataques, enquanto os demais réus forneceram apoio logístico e de comunicação. O julgamento será conduzido por uma comissão militar formada por oficiais das Forças Armadas dos EUA e ainda poderá passar por novas fases de recursos antes de sua abertura oficial em 2028.








