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Mercados asiáticos fecham sem direção definida aguardando sinais de juros no discurso de Warsh


Operadores na bolsa de Frankfurt em dia de expectativa pelos sinais do Fed em Jackson Hole. (Foto: Instagram)

São Paulo, 28/08/2026 – Os mercados acionários da Ásia concluíram esta sexta-feira sem direção única, refletindo a cautela de investidores à espera do discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, no simpósio anual em Jackson Hole, Wyoming. A ausência de consenso decorreu do desempenho variado entre setores, com alguns papéis sustentando altas modestas enquanto outros registraram perdas em meio à expectativa por pistas sobre a trajetória futura das taxas de juros nos Estados Unidos.
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Em Tóquio, o índice Nikkei avançou 0,41%, fechando aos 66.405,56 pontos, impulsionado por setores de consumo defensivo e menor volatilidade. Já em Seul, o Kospi recuou 1,79%, a 6.788,88 pontos, pressionado pelas gigantes de semicondutores Samsung Electronics (-3,4%) e SK Hynix (-4,4%), diante de dúvidas sobre a demanda global. Em Hong Kong, o Hang Seng teve alta marginal de 0,08%, alcançando 25.584,79 pontos, enquanto o Taiex de Taiwan subiu 0,77%, para 46.331,45 pontos, em meio a ganhos no setor de tecnologia. Na China continental, o Xangai Composto caiu 0,11%, para 3.952,18 pontos, e o Shenzhen Composto perdeu 0,43%, fechando aos 2.550,17 pontos.
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Kevin Warsh fará hoje sua estreia diante de autoridades monetárias e investidores no simpósio do Fed em Jackson Hole, considerado palco-chave para avaliar o tom futuro da política monetária dos Estados Unidos. Desde que assumiu em maio, Warsh tem evitado dar sinalizações explícitas sobre ajustes na política de juros, buscando preservar a estabilidade de preços. Em nota, a UOB Global Economics & Markets Research destacou que “os mercados vão analisar de perto seus comentários em busca de sinais de que o Fed está disposto a elevar os juros” na reunião de setembro do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc). Segundo a instituição, as taxas futuras incorporam apenas 35% de probabilidade de alta.

Na mesma semana, os dados do índice de preços PCE (Personal Consumption Expenditures) dos EUA vieram acima do estimado, reacendendo receios de que o Fed possa promover um aperto monetário ainda mais intenso até o fim do ano. Considerado a métrica preferida pelo banco central para medir a inflação ao consumidor, o PCE revelou elevação consistente dos valores, alimentando expectativas de manutenção de comportamento cauteloso em torno das taxas de juros.

No campo geopolítico, o petróleo voltou a registrar perdas após encerrar uma sequência de quedas na sessão anterior, refletindo impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã, seis meses após o início do conflito no Oriente Médio. Na madrugada, o Brent recuava 0,50%, sendo negociado próximo a US$ 88 por barril. Na Oceania, a bolsa australiana teve desempenho positivo: o índice S&P/ASX 200 subiu 0,60%, fechando aos 9.092,30 pontos, impulsionado por ganhos nos setores de energia e financeiro.

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