
Renan Santos propõe distinção entre decisões legais e ilegítimas do STF (Foto: Instagram)
Durante uma sabatina realizada pela TV Globo, o candidato à Presidência da República pela sigla Missão, Renan Santos, voltou a tratar do tema da relação do Executivo com o Supremo Tribunal Federal (STF). Ele explicou que não pretende desrespeitar todas as deliberações da corte, mas reiterou que apenas aquelas que considere ilegais não devem ser cumpridas. O candidato defendeu a necessidade de se distinguir normas legítimas daquelas que, em sua avaliação, ultrapassam os limites do ordenamento jurídico.
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Renan Santos esclareceu que sua posição não é uma afronta indiscriminada ao STF, mas sim um mecanismo de controle ao poder judiciário. “Não é que eu falei que vou sair desrespeitando todas as decisões do STF, que isso é um absurdo”, afirmou. Por outro lado, argumentou que a desobediência a ordens ilegítimas é não apenas permitida, mas uma obrigação do cidadão. Assim, ele reforça a distinção entre decisões válidas e aquelas que, segundo ele, carecem de respaldo legal.
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Em sua fala, o candidato sustentou que todo indivíduo tem o dever de questionar ordens que destoem da Constituição. “Qualquer cidadão, diante de uma decisão ilegal, pode não cumprir. Na verdade, ele tem o dever de não cumprir. Decisão ilegal não se cumpre”, declarou Renan Santos à plateia da emissora. Sua declaração gera debates sobre os limites entre o poder Judiciário e o exercício da cidadania na fiscalização de atos governamentais.
A proposta de Santos reflete uma visão de Estado em que a sociedade tem papel ativo no monitoramento das instituições. Ele defendeu que, caso eleito, promoverá mecanismos para que o cidadão se sinta amparado ao contestar eventuais abusos de autoridade. Segundo o pré-candidato, esse entendimento contribuirá para evitar excessos e assegurar a conformidade das decisões judiciais com os princípios constitucionais.
A fala do postulante abre espaço para discussões sobre o impacto de eventuais recusas de cumprimento de decisões judiciais e as consequências no equilíbrio entre os poderes Executivo e Judiciário. Renan Santos aposta no fortalecimento de sua plataforma eleitoral apontando a necessidade de renovar práticas políticas e assegurar que nenhum poder atue acima da lei, amparado por um engajamento popular mais ativo na cena política.
