
Família Furayama é encontrada morta a facadas em apartamento de Curitiba (Foto: Instagram)
Um episódio trágico ocorreu na tarde de terça-feira (25) em Curitiba, quando três moradores de um mesmo apartamento foram encontrados mortos a facadas. As vítimas são o engenheiro Marcos Alberto Furayama, de 58 anos, a pediatra Claudia Hitomi Shimada Furayama, de 57, e o filho do casal, Rafael, de 23. A Polícia Civil do Paraná apura se houve duplo homicídio seguido de suicídio.
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Moradores de um prédio perceberam um forte odor vindo do apartamento, além do silêncio incomum e dos latidos insistentes do cachorro da família. Preocupados, acionaram a segurança do condomínio, que chamou a Polícia Civil. Ao chegar, os agentes encontraram a porta trancada por dentro e precisaram chamar um chaveiro para ter acesso ao interior do imóvel.
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No interior, os policiais localizaram os três corpos com diversas perfurações causadas por arma branca. Uma faca e um punhal manchados de sangue foram recolhidos e enviados à perícia. A identificação das vítimas foi feita pela perícia preliminar, confirmando tratar-se dos três integrantes da família Furayama. Investigadores coletam impressões digitais e outros vestígios para entender o ocorrido.
Claudia atuava há mais de 20 anos como pediatra em uma Unidade Básica de Saúde de Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba. A Secretaria Municipal de Saúde lamentou o falecimento da médica, destacando sua atuação no cuidado infantil e o compromisso com a rede pública. Colegas e pacientes registraram homenagens e mensagens de pesar pelas redes sociais.
Marcos alumbrava carreira como engenheiro, tendo trabalhado em uma construtora local. Documentos consultados pela polícia mostram que o apartamento onde a família morava foi incluído em um leilão judicial poucos dias antes do crime, em um processo relacionado à empresa em que ele atuava. O contexto financeiro e jurídico do caso ainda é investigado pelos responsáveis.
A cena do crime levou a polícia a considerar diferentes hipóteses. Além de indícios que sugerem um possível duplo homicídio seguido de suicídio, os investigadores não descartam a participação de uma terceira pessoa. Para esclarecer a dinâmica das mortes, serão analisados os posicionamentos dos ferimentos, a trajetória da arma e objetos encontrados no local.
O delegado Ivo Viana, à frente das investigações, afirmou que o resultado dos laudos periciais será determinante para estabelecer a sequência dos eventos. “Precisamos entender os pontos de perfuração, a cronologia dos ferimentos e as impressões coletadas”, disse. A Polícia Civil mantém a área isolada e segue colhendo depoimentos de vizinhos e testemunhas.
Até que os exames sejam concluídos, permanece em aberto a motivação e a identidade de eventuais outras pessoas envolvidas. A investigação deve levar ainda alguns dias, segundo a corporação, para que todas as evidências sejam analisadas e o inquérito possa apontar com precisão as circunstâncias das mortes no apartamento de Curitiba.








