
Indiciado por feminicídio de universitária em Morrinhos é mantido preso (Foto: Instagram)
Francisco Dionatas Mota de Sousa tornou-se réu em processo de feminicídio que apura a morte de Ana Rérica de Messias, 19 anos. Conforme denúncia do Ministério Público do Ceará, ele planejou a morte da universitária para impedir que sua atual companheira descobrisse encontros secretos com a vítima. Segundo o MPCE, Francisco mentiu ao afirmar que havia terminado o namoro vigente e organizou um encontro em local afastado, com o objetivo de eliminar qualquer evidência. A Justiça do Ceará recebeu a acusação e converteu o caso em processo criminal, mantendo o acusado preso preventivamente.
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O crime ocorreu em 29 de maio em uma estrada isolada na zona rural de Morrinhos, próximo à BR-402, a cerca de 210 km de Fortaleza. Dados da denúncia apontam que Ana Rérica foi atacada com vários golpes de faca de cozinha, sem possibilidade de defesa. A Justiça recebeu a acusação e Francisco está custodiado preventivamente enquanto o processo tramita, com a análise de provas que buscam comprovar o planejamento e a execução do feminicídio.
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Os dois mantiveram um breve relacionamento há cerca de quatro anos, mas se conheciam desde a adolescência. Ele chegou a dançar a valsa com Ana Rérica em sua festa de 15 anos. Meses antes do assassinato, reataram o contato e combinaram uma reaproximação. Para atrair a universitária, Francisco disse ter encerrado o namoro atual, apresentando-se como solteiro. Essa versão teria sido usada apenas para conduzir Ana Rérica até o local combinado.
Em 26 de maio, Ana Rérica encontrou o ex-namorado e marcou um novo encontro para três dias depois, na noite do crime. De acordo com a denúncia, após uma discussão na estrada, Francisco desferiu os golpes de faca e consumou o feminicídio com requintes de crueldade. O Ministério Público sustenta que o assassinato foi premeditado para evitar que a atual parceira descobrisse o reencontro e, assim, preservasse sua relação estável.
As investigações apuraram que o crime ocorreu com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. Além disso, o MPCE levantou indícios de que o relacionamento anterior era abusivo, com controle emocional e psicológico exercido por Francisco sobre Ana Rérica. Esses fatos qualificam o feminicídio segundo a legislação brasileira.
Ana Rérica cursava Pedagogia, dava aulas de reforço para crianças e ajudava em uma loja da família. A repercussão do assassinato gerou forte comoção em Morrinhos, onde familiares e amigos organizaram manifestações para exigir justiça. A aceitação da denúncia pela Justiça não implica condenação automática; as circunstâncias e provas serão avaliadas ao longo do processo, que segue em tramitação na Comarca local.
