
Ailton Rodrigues de Souza após prisão em flagrante pela Polícia Civil de Águas Lindas de Goiás (Foto: Instagram)
O homem acusado de manter a ex-companheira, Emiliane Tamara Nunes Carvalho, de 24 anos, em cativeiro por cinco dias, teve sua prisão em flagrante convertida em preventiva em Águas Lindas de Goiás. Segundo o inquérito, o suspeito, identificado como Ailton Rodrigues de Souza, mantinha a vítima algemada com correntes e fios em um imóvel, onde aplicava sedativos e possivelmente gases para mantê-la desacordada. A prisão ocorreu após investigação da Polícia Civil local.
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A polícia chegou ao local depois de rastrear o celular de Ailton. No imóvel adaptado como cativeiro, os agentes encontraram Emiliane amarrada pelos braços e pernas, com o rosto coberto e a boca amordaçada, impedindo que seus pedidos de socorro fossem ouvidos. Ela estava deitada em uma cama improvisada, medicada com substâncias desconhecidas, o que motivou seu encaminhamento imediato para atendimento hospitalar.
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Conforme a apuração policial, Ailton Rodrigues de Souza pode responder por até dez crimes, incluindo sequestro, cárcere privado, ameaça, porte ilegal de arma, tortura e tentativa de feminicídio. Investigadores ainda avaliam outras possíveis tipificações, como lesão corporal gravíssima e perigo para a vida ou saúde de terceiros. A delegada responsável, Tamires Teixeira, afirmou que há elementos suficientes para caracterizar tortura e classificou o caso como “extremamente grave e chocante”.
A investigação apontou que o suspeito utilizou cordas e correntes que envolviam não apenas os braços, mas também as pernas e o pescoço da vítima, criando risco de enforcamento caso houvesse qualquer movimento brusco. Além disso, foram encontrados indícios do uso de sedativos e vapores químicos para manter Emiliane inconsciente durante o período de cárcere. As autoridades apuram ainda se houve violência sexual ou outros tipos de abuso físico e psicológico.
Os relatos da vítima indicam que a violência começou antes do sequestro. Ailton teria pichado o muro da residência de Emiliane, destruído câmeras de segurança e removido os parafusos das rodas do carro dela em uma suposta tentativa de causar um acidente. Em outro episódio, o homem adicionou produtos químicos na caixa d’água da casa, provocando queimaduras pelo corpo e nas partes íntimas de Emiliane durante o banho. Tais atos podem resultar em novas acusações.
O ponto de cativeiro foi descoberto depois que a Polícia Civil quebrou o sigilo do celular de Ailton e mapeou seus deslocamentos. Durante a abordagem, o suspeito tentou fugir e resistiu, mas foi contido pelos agentes. Em seguida, ele indicou o local onde mantinha a ex-companheira. Após o resgate, Emiliane recebeu atendimento médico devido aos sedativos e às lesões sofridas. Em depoimento, ela afirmou manter medo de Ailton, mesmo com o acusado já recolhido ao sistema prisional.








