
Consumidores em supermercado dos EUA diante da alta dos preços de consumo. (Foto: Instagram)
O índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) dos Estados Unidos registrou alta de 5,3% em ritmo anualizado no segundo trimestre de 2026, segundo a segunda estimativa divulgada pelo Departamento de Comércio nesta quarta-feira (26).
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O componente núcleo do PCE, que exclui os segmentos mais voláteis, avançou 3,6% entre abril e junho, conforme o relatório revisado.
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O PCE cheio mensura a variação nos preços pagos pelos consumidores em uma cesta ampla de bens e serviços, refletindo tanto produtos duráveis quanto não duráveis, além de despesas com serviços variados. Esse indicador considera o montante gasto, ponderando o peso de cada item conforme seu valor no consumo total.
Já o núcleo do PCE elimina alimentos e energia, categorias conhecidas por oscilações expressivas nos valores, para oferecer uma leitura mais estável das tendências subjacentes de inflação. Essa distinção auxilia analistas a perceber pressões de preço que não são fruto de choques temporários.
Na primeira divulgação, havia sido informado um crescimento de 5,1% no PCE cheio e de 3,4% na versão núcleo. A revisão para cima, portanto, ajusta as expectativas do mercado sobre a intensidade das pressões inflacionárias na economia americana.
O Federal Reserve (Fed) adota o PCE como sua métrica de inflação preferencial, em razão de sua abrangência e capacidade de refletir o comportamento de gastos dos consumidores. Os dados do PCE orientam as decisões de política monetária, como ajustes na taxa básica de juros.
Analistas de mercado acompanham esses números de perto, já que leituras mais elevadas podem sinalizar a necessidade de aperto monetário adicional ou prolongado, enquanto desacelerações podem abrir espaço para afrouxamento. A confirmação de alta mais intensa no segundo trimestre reforça o foco do Fed em conter a elevação dos preços.
