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Lula se tornou ‘grande agiota’, afirma Caiado sobre o endividamento do brasileiro


Ronaldo Caiado durante debate na TV Globo (Foto: Instagram)

No debate da TV Globo na noite de terça-feira (25), o candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de agir como um "agiota" em função do endividamento crescente das famílias. Segundo Caiado, o programa Desenrola Brasil, lançado com o objetivo de facilitar o pagamento de dívidas, teria na verdade contribuído para agravar a situação financeira dos brasileiros. Ele afirmou que, no lugar de resolver, o projeto enrola o cidadão e o deixa ainda mais vulnerável. A declaração provocou reações imediatas nas redes sociais e nos bastidores políticos.

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“Quando ele fala no Desenrola, ele é que te enrolou. O Lula é que te enrolou. O Lula passou a ser o grande agiota no Brasil”, disse Caiado, em tom crítico quanto às condições do crédito no país. Ele aproveitou para destacar que as taxas de juros estão em patamares elevadíssimos, penalizando sobretudo as camadas mais pobres e médias da população. Além disso, acusou o governo de incentivar o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como forma de “pagar o agiota”, ou seja, de recorrer a reservas trabalhistas para cobrir empréstimos onerosos.

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Caiado argumentou que a atual gestão estimula o financiamento pessoal em condições desfavoráveis e colocou a culpa no Executivo por não controlar o custo do dinheiro. Para ele, a alta persistente da taxa básica de juros (Selic) – hoje em torno de 13,75% ao ano – impede o crescimento econômico e aumenta ainda mais os encargos sobre quem tenta refinanciar dívidas. O senador ressaltou que, sem um planejamento financeiro sólido e com tamanha pressão dos juros, o brasileiro fica refém de instituições que cobram juros abusivos.

Durante a sabatina, o candidato enfatizou seu plano fiscal e afirmou que, caso eleito, limitará as despesas públicas a até 50% do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). No entanto, não detalhou quais áreas perderiam recursos nem quais programas sofreriam cortes. Segundo ele, a medida é fundamental para garantir responsabilidade orçamentária e frear o crescimento da dívida pública, buscando recuperar a confiança dos investidores e do mercado financeiro.

Caiado também destacou que seu mandato viria acompanhado de “palavra cumprida” e de comando firme no País. “O mercado todo vai saber: agora sim tem um presidente que tem comando do Brasil e que não deixa de honrar compromissos”, afirmou. Ele sinalizou que pretende resgatar a credibilidade internacional do país, reduzir incertezas políticas e criar um ambiente mais seguro para novos aportes estrangeiros.

Por fim, o candidato prometeu uma redução drástica dos indicadores econômicos: anunciou que faria a taxa de juros cair a 6% ao ano e reduziria a inflação para 3%. Caiado garantiu que tais resultados não são milagrosos e lembrou que o ex-presidente Michel Temer já alcançou metas semelhantes em seu governo. A declaração fecha o ciclo de críticas à atual administração e reforça sua aposta em um ajuste fiscal rigoroso para atender às demandas do eleitorado.

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