
Dólar ultrapassa R$ 5,16 impulsionado por alta do PCE nos EUA (Foto: Instagram)
O dólar à vista e o contrato futuro ganharam força perante o real na manhã desta quarta-feira (26), renovando a máxima do dia em R$ 5,16. O movimento seguiu a valorização da moeda americana nos mercados internacionais após ser divulgado o índice de preços de gastos com consumo (PCE) dos Estados Unidos. O resultado acima das expectativas elevou as preocupações com a trajetória dos juros americanos e impulsionou o dólar.
++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online
O índice de preços de gastos com consumo dos EUA avançou mais do que o mercado estimava, aumentando a percepção de que o Federal Reserve manterá os juros em níveis elevados por um período prolongado. Esse cenário reforça a procura por ativos denominados em dólar, em detrimento de moedas de mercados emergentes, e explica parte da pressão sobre o câmbio brasileiro nesta sessão. Na abertura dos negócios, o capital estrangeiro vinha adotando postura de maior cautela, refletindo a incerteza sobre os próximos passos da política monetária norte-americana.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
Em paralelo, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) registrou deflação de 0,40% em agosto, situando-se no piso das projeções. Na comparação anual, a inflação desacelerou para 4,24%, mas o dado não foi suficiente para neutralizar o impacto das pressões externas sobre o real nesta manhã. O mercado doméstico, porém, manteve-se sensível ao movimento global da moeda americana.
Para a economista-chefe da Mirae Asset, Marianna Costa, o resultado de agosto reforça a tendência de descompressão da inflação na margem, embora tenha sido influenciado por componentes voláteis e administrados, especialmente a energia elétrica e as passagens aéreas. “Neste contexto, o IPCA-15 de agosto apresentou uma composição predominantemente benigna, mas, em contrapartida, os serviços subjacentes aceleraram acima do projetado”, destaca.
De acordo com Costa, o desempenho do IPCA-15 deve levar a uma revisão para baixo da estimativa de inflação de agosto e, possivelmente, às projeções para 2026 no Relatório Focus. A perspectiva mais branda da inflação, porém, ainda enfrenta o desafio das condições externas, que seguem exercendo influência significativa sobre o câmbio.
Por volta das 9h56, o dólar à vista avançava 0,42%, cotado a R$ 5,1620, marca que representava a máxima da sessão até então. No mesmo horário, o contrato para setembro subia 0,23%, alcançando R$ 5,166, também em patamar elevado no mercado intraday.








