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Razão da crise que resultou na morte por asfixia de Douglas Pagliuca na rua é revelada


Imagens de câmeras mostram a contenção de Douglas Pagliuca em Santos antes de sua morte (Foto: Instagram)

Familiares de Douglas Pagliuca informaram que o homem de 40 anos recebeu a notícia da morte do pai pouco antes de sair de casa em Santos, no litoral paulista. Segundo relatos, o abalo emocional levou-o a um estado de desespero no bairro Embaré, onde câmeras registraram seu comportamento agitado nas ruas. As imagens servirão como base para esclarecer o que ocorreu durante a abordagem que terminou em sua morte.

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Após ficar profundamente abalado, Douglas deixou a residência visivelmente transtornado e começou a agir de forma incomum: tentou invadir um edifício, bateu no vidro de um carro e derrubou um vaso. Em seguida, três homens se aproximaram para contê-lo, segundo depoimentos iniciais. A Polícia Civil ainda apura os detalhes dessa intervenção e a sequência exata dos fatos que precederam a imobilização.

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A análise das gravações mostra que, durante a contenção, um dos envolvidos aplicou um golpe semelhante a um “mata-leão”, enquanto outro posicionou o joelho próximo ao pescoço de Douglas. Além disso, os três homens teriam amarrado os braços e as pernas da vítima, o que preocupa as autoridades devido ao possível uso excessivo de força.

Depois de ser contido, Douglas perdeu a consciência e recebeu atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). No entanto, não resistiu e foi levado ao Instituto Médico Legal, onde o exame necroscópico apontou asfixia como causa da morte. O caso havia sido inicialmente registrado como morte suspeita até a chegada das imagens.

O episódio ocorreu em 30 de julho e ganhou novo rumo na investigação após peritos da Polícia Civil examinarem as filmagens. Um dos participantes da contenção já foi identificado e prestou depoimento, mas os outros dois ainda são procurados. A investigação busca esclarecer se houve abuso de autoridade ou uso inadequado de força.

A família de Douglas ressalta que ele vivia uma profunda angústia devido à recente perda do pai e agora lamenta perder também o filho em circunstâncias tão controversas. Os parentes exigem acesso aos laudos completos e transparência nas apurações, enquanto os investigadores aguardam os resultados definitivos das perícias.

O caso segue em andamento no 3º Distrito Policial de Santos, com diligências que incluem depoimentos de testemunhas, reconstituição do episódio e análise pericial das imagens. A conclusão do inquérito poderá indicar responsabilidades criminais e eventuais excessos cometidos durante a contenção de Douglas Pagliuca.

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