Policial é detido após ser filmado cheirando cocaína nos glúteos de mulher

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Linhas de suposta cocaína ao lado de arma de fogo, registradas em vídeo que levou ao afastamento de cabo da PM em Alagoas (Foto: Instagram)

O cabo da Polícia Militar de Alagoas Carlos Henrique foi preso administrativamente depois que um vídeo, viralizado nas redes sociais, o flagrou consumindo uma substância análoga à cocaína sobre os glúteos de uma mulher, com uma arma de fogo exposta ao lado. Segundo a corporação, a conduta infringiu regulamentos internos e comprometeu a imagem da instituição.

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As cenas, que circulam em aplicativos de mensagens e em perfis nas redes sociais, provocaram revolta e pedidos de investigação junto ao comando da PM. O vídeo apresenta o policial em ato de cunho sexual, aproximando o nariz da substância sobre a pele da mulher, o que levou a corporação a adotar medidas disciplinares imediatas.

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A instituição identificou o agressor das imagens como cabo Carlos Henrique, lotado no 3º Batalhão da Polícia Militar em Arapiraca, no agreste de Alagoas. Logo após a divulgação, ele foi afastado de suas funções, submetido a prisão disciplinar e aguarda o desfecho do processo administrativo instaurado pela Corregedoria-Geral.

Nas gravações, a mulher surge de bruços, vestindo apenas parte de sua roupa íntima, enquanto o armamento e o coldre da PM repousam sobre seus glúteos. Além de cheirar a suposta cocaína diretamente na pele, o policial também é visto acertando tapas na região, intensificando críticas à postura do agente.

Em nota oficial, a Polícia Militar confirmou que o cabo Carlos Henrique terá assegurados o direito ao contraditório e à ampla defesa durante toda a investigação. A Corregedoria-Geral apura tanto o possível uso de substância ilícita quanto o manuseio impróprio da arma de fogo em contexto não autorizado.

O processo disciplinar analisará diferentes aspectos: a utilização de drogas, a exposição indevida de armamento e eventual violação do código de ética militar. Caso comprovadas as irregularidades, o cabo poderá ser punido com medidas que vão desde advertência até exclusão do quadro da PM, conforme as normas internas.

Até o momento, a identidade da mulher nas imagens não foi divulgada. As apurações internas também buscam esclarecer quem gravou o vídeo e como ele foi distribuído, avaliando possíveis responsabilidades de terceiros. A corporação não descarta encaminhar o material às autoridades civis caso haja indícios de crimes correlatos.