
PicPay fatura R$ 283 mi no 2º tri e amplia carteira de crédito (Foto: Instagram)
Na segunda-feira (24), o PicPay anunciou um lucro ajustado de R$ 283 milhões no segundo trimestre deste ano, representando avanço de 135% em relação ao mesmo período de 2025. O retorno sobre o patrimônio (ROE) anualizado alcançou 20,2%, patamar igual ao do ano anterior e superior aos 15,5% registrados no primeiro trimestre de 2026. A receita líquida somou R$ 4,1 bilhões, alta de 67%, enquanto o número de clientes cresceu 10%, ultrapassando 70,4 milhões, conforme o balanço divulgado pela fintech.
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O lucro bruto chegou a R$ 1,2 bilhão entre abril e junho, avanço de 48% em 12 meses, ligeiramente acima do guidance de R$ 1,15 bilhão para o período. A margem financeira (NII) totalizou R$ 2 bilhões, refletindo uma expansão de 65% na mesma comparação anual.
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O CEO Eduardo Chedid ressalta que o banco digital mantém o “avanço em eficiência operacional” enquanto diversifica as fontes de receita e amplia as operações de crédito. A carteira de crédito encerrou o trimestre em R$ 31,9 bilhões, o dobro do montante registrado há um ano. Só em consignado privado, a plataforma contabilizou 3,6 milhões de contratos desde o lançamento do programa governamental.
Na qualidade dos ativos, a taxa de inadimplência (NPL) para atrasos superiores a 90 dias subiu de 4,1% no segundo trimestre de 2025 para 9,8% ao fim de junho, ultrapassando também os 8,9% do primeiro trimestre de 2026. Os atrasos mais curtos, entre 15 e 90 dias, foram reduzidos de 8,4% em março para 7,5% em junho, ainda acima dos 7% observados no mesmo período do ano passado.
O novo diretor financeiro, André Cazotto, afirma que o aumento da inadimplência de longo prazo reflete o “amadurecimento natural” da carteira e não indica piora na qualidade das novas concessões. Segundo ele, essa tendência pode se manter à medida que o portfólio evolui. Para o terceiro trimestre de 2026, o PicPay projeta continuidade do crescimento da carteira de crédito, receitas próximas a R$ 4 bilhões e custo de risco entre 3,9% e 4,1%. No último trimestre, esse indicador ficou em 3,9%, apesar do aumento das operações e do cenário macroeconômico desafiador.
Pelo programa Desenrola, o PicPay renegociou R$ 520 milhões em dívidas, com desconto médio de 50%, o que impactou 5% no custo de crédito — medido pelas provisões contra calotes descontadas das recuperações. Além disso, os recursos capturados pelas maquininhas de cartão (TPV) somaram R$ 142,6 bilhões até junho, alta anual de 19%, impulsionada pelo uso crescente do Pix e pelos cartões da fintech.
