Em meio a um debate sobre o problema da América Latina e casamentos precoces, uma fala de Paula Lavigne sobre o início de sua relação com Caetano Veloso voltou a repercutir na web. A declaração, feita durante participação no programa “Angélica: 50 & Tanto”, exibido em 2023, ganhou novo fôlego nas redes sociais nos últimos dias. Na ocasião, a produtora afirmou publicamente ter perdido a virgindade com o cantor quando tinha apenas 13 anos. Caetano, por sua vez, tinha cerca de 40 anos à época.
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Paula contou que decidiu falar abertamente sobre o assunto depois de anos de exposição pública gerada por seu relacionamento com um dos artistas mais conhecidos do país, e afirmou que sempre encarou pessoalmente o episódio como uma “história de amor”. Ela também rejeitou a interpretação de que se considerava vítima na relação, dizendo que seu pai, que era advogado criminalista, tinha conhecimento da situação.
O relato tem provocado debate, especialmente quando analisado à luz da legislação brasileira atual. Hoje, o Código Penal prevê proteção específica para menores de 14 anos em situações de natureza sexual, tipificando a conduta como estupro de vulnerável. A existência dessa norma, no entanto, não implica automaticamente responsabilização criminal por um episódio ocorrido décadas atrás, que precisaria ser avaliado à luz das normas e circunstâncias vigentes à época dos fatos.
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A repercussão do caso também esbarra em outro ponto sensível: o histórico de posicionamento político de Caetano Veloso. Durante a eleição presidencial de 2022, o cantor declarou voto em Luiz Inácio Lula da Silva e participou de atos públicos de apoio à candidatura do petista. Paula Lavigne, por sua vez, também esteve envolvida em articulações com artistas naquele período eleitoral.

