
Mosquito do gênero Culex, vetor da Febre do Nilo Ocidental (Foto: Instagram)
Autoridades de Saúde de São Paulo confirmaram dois casos de Febre do Nilo Ocidental em duas cidades do interior. A doença, transmitida principalmente pela picada de mosquitos, passou a ser monitorada pelas equipes locais desde a identificação dos pacientes.
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Os diagnósticos foram validados por exames do Instituto Adolfo Lutz, mas as vigilâncias municipais e estaduais ainda trabalham para determinar o local exato da infecção de cada um dos pacientes.
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Os casos envolvem uma mulher de 34 anos, residente em Ribeirão Preto, e uma adolescente de 18 anos, de São José do Rio Preto. A primeira estava em viagem recente pela região amazônica e já está recuperada, enquanto a jovem segue internada sob cuidados médicos.
Diferente da dengue, essa arbovirose circula entre aves e mosquitos do gênero Culex. O inseto adquire o vírus ao picar aves infectadas e o transmite depois a seres humanos. Não há risco de contágio direto de pessoa para pessoa.
A maior parte dos infectados não apresenta sintomas, mas cerca de 20% desenvolve manifestações como febre, dor de cabeça, mal-estar, falta de apetite, náuseas, vômitos, dores musculares, desconforto nos olhos, manchas na pele e aumento dos gânglios linfáticos. Em situações mais graves, podem ocorrer confusão mental, alteração do nível de consciência, tremores, convulsões, além de meningite e encefalite.
Não existe vacina nem tratamento antiviral específico para o vírus em humanos. O manejo é sintomático, com repouso, hidratação e acompanhamento clínico. Em casos críticos, pode ser necessária internação e até suporte em Unidade de Terapia Intensiva. As equipes de vigilância seguem investigando para localizar possíveis focos de transmissão e orientar ações preventivas, reforçando o monitoramento da circulação do vírus em São Paulo.








