Família exige compensação após robô ferir criança em museu

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Família busca indenização após robô humanoide chutar menina em museu na China (Foto: Instagram)

Nove meses depois de uma menina de 5 anos ser atingida por um chute de um robô humanoide durante uma apresentação em um museu na China, a família ainda busca um valor justo de indenização. O incidente ocorreu em novembro de 2025 e resultou na perda de quatro dentes da criança, que sofreu ferimentos faciais graves. Enquanto os pais reivindicam uma compensação que cubra tratamentos futuros, a empresa responsável pelo equipamento mantém uma proposta muito abaixo do pedido.

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O episódio aconteceu no Museu de Ciência e Tecnologia de Xiangyang, na província de Hubei, durante uma sessão aberta ao público. O robô, projetado para interagir com os visitantes, aproximou-se e, de maneira inesperada, executou um chute que atingiu o rosto da menina. Testemunhas relataram que o equipamento estava em funcionamento normal até se desviar do protocolo de demonstração e atingir a criança.

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Após o impacto, a menina perdeu quatro dentes de forma imediata e sofreu um corte no lábio superior que exigiu pontos. Ela foi levada a um hospital da região, onde passou por exames e iniciou um tratamento odontológico e de sutura para restauração dos tecidos moles do rosto. Os custos iniciais foram cobertos pelo museu, mas a família destaca a necessidade de acompanhamento especializado a longo prazo.

Em nota, o Museu de Ciência e Tecnologia de Xiangyang admitiu que o operador não preservou a distância de segurança recomendada entre o equipamento e o público durante a apresentação. A falha de avaliação foi apontada como causa principal do acidente, que pegou de surpresa tanto a equipe técnica quanto os visitantes que acompanhavam o evento.

A mãe da menina afirmou que a filha ainda apresenta problemas na gengiva e sente dor ao se alimentar, além de desenvolver insegurança em atividades sociais por conta das cicatrizes no rosto. Segundo ela, a criança precisará de novos procedimentos odontológicos, acompanhamento psicológico e intervenções estéticas nos próximos anos.

No momento, não há acordo financeiro. A empresa ofereceu 20 mil yuans, além da quitação das despesas médicas já realizadas, mas os pais pedem 150 mil yuans para cobrir tratamentos futuros, terapias e possíveis complicações. Sem consenso, o caso pode seguir para a Justiça, onde ambas as partes deverão apresentar laudos técnicos e testemunhos para definir o valor definitivo da reparação.