
Segurança é flagrado pedalando bicicleta de Cláudio até a delegacia (Foto: Instagram)
A Polícia Civil revelou um novo detalhe sobre a morte de Cláudio Rafael Landeiro, espancado após ser confundido com ladrão em Copacabana: Davi Santos Machado, um dos seguranças apontados como autores do ataque, foi até a 12ª DP pedalando a bicicleta da própria vítima. Ele usou o veículo para se deslocar até a delegacia antes de ser detido. O objeto foi apreendido e incorporado aos autos do processo, contribuindo para a reconstrução dos fatos.
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A bike esteve no centro da suspeita inicial de furto que motivou o linchamento. Os seguranças acreditaram, sem provas, que o veículo havia sido roubado, mas ele pertencia a uma irmã de Cláudio. Câmeras de segurança registraram o momento em que ele deixou a casa em Botafogo com a mesma bicicleta e trajando as mesmas roupas usadas na noite do crime.
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Na Rua Barata Ribeiro, Cláudio foi abordado pelos seguranças sob a acusação de ladrão e, em seguida, cercado na Rua Felipe de Oliveira. Ele sofreu socos, chutes e golpes com um porrete durante vários minutos, sem oferecer resistência, e chegou a pedir que fosse solto, em vão.
Cláudio foi socorrido ainda com vida e levado ao Hospital Municipal Miguel Couto, mas não resistiu aos ferimentos. O laudo apontou traumatismo craniano e hemorragia interna como causas da morte, o que gerou comoção na comunidade local.
Em depoimento inicial, Davi negou ter participação direta no espancamento. Em um segundo interrogatório, contudo, confessou ter desferido golpes na cabeça de Cláudio com um porrete, descrevendo sua ação como um “ato insano” e admitindo ter agido por instinto, apesar de não haver confirmação de furto.
Além de Davi, foram presos o segurança Jorge Luiz Ricardo Dias e os entregadores Felipe Eduardo dos Santos Silva e Ailton José da Silva. A polícia ainda procura um quinto homem que aparece nas imagens chutando a cabeça da vítima.
O caso é investigado como homicídio triplamente qualificado, por motivo fútil, emprego de meio cruel e impossibilidade de defesa. As autoridades também apuram se os seguranças praticavam patrulhamento irregular na Zona Sul do Rio.








