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Renan Santos diz que Lula e Flávio teriam de explicar ‘crimes cometidos’ em debate


Renan Santos exibe fraldas com nomes de Lula e Flávio em protesto pela ausência no debate da Band (Foto: Instagram)

No domingo, 23 de fevereiro, o candidato à Presidência pelo partido Missão, Renan Santos, rebateu com veemência a falta de dois dos postulantes mais bem colocados nas pesquisas de intenção de voto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Santos argumentou que a presença desses concorrentes era fundamental para discutir e esclarecer as acusações que lhes são atribuídas durante o primeiro debate presidencial de 2026, promovido pela Band.

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Ao comentar o episódio, Renan afirmou que Lula e Flávio deveriam ter aceitado o convite para “explicar os crimes que cometeram”, em suas palavras. Ele mencionou especificamente as reportagens que envolvem Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha – filho do presidente – e discutiu as supostas ligações de Flávio com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Para Renan, essas questões são centrais no embate eleitoral e demandam esclarecimentos em público.

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Durante sua declaração, o candidato do Missão classificou Lula e Flávio como “covardes” e “canalhas”, acusando-os de desrespeitar tanto a emissora que organizou o evento quanto os eleitores que aguardavam respostas. Como forma de provocação antes do debate, Renan chegou a levar fraldas com os nomes de ambos, reforçando o tom crítico de sua participação e destacando o que chamou de “falta de coragem” para debater publicamente.

A assessoria de Lula explicou a ausência do presidente por considerar que o formato do debate não oferecia condições de igualdade, uma vez que a Band havia convidado candidatos sem mandato eletivo e que não são obrigados pela legislação eleitoral a comparecer. Já Flávio Bolsonaro declarou que, por estratégia, participaria apenas se o atual chefe do Palácio do Planalto também estivesse presente, mantendo a justificativa de que sua presença dependeria diretamente da participação de Lula.

O encontro acabou contando apenas com Renan Santos, o governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) e o psiquiatra e escritor Augusto Cury (Avante). Romeu Zema (Novo), outro convidado, desistiu de participar logo após a confirmação das ausências de Lula e Flávio, encerrando o leque de participantes em apenas três candidatos. O fato reforça o debate sobre critérios de inclusão e a disputa acirrada nesta fase inicial da corrida presidencial.

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