
Logo do Banco Digi+, investigado no escândalo Digimais (Foto: Instagram)
O candidato Renan Santos (Partido Missão) aproveitou o debate promovido pela Band/Estadão para criticar duramente a Record por exibir, em simultâneo ao encontro, uma entrevista exclusiva com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o postulante, a emissora agiu “como moleque” ao se “entregar ao Lula” e estaria envolvida no escândalo do Digimais, que investiga supostas irregularidades em contratos digitais.
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Lula, que havia recebido convite para participar do debate na Band, optou por não comparecer e, em vez disso, concedeu sua entrevista à Record. Renan destacou que a emissora vem ignorando os chamados para incluí-lo em debates e sabatinas, o que, em sua visão, sinaliza alinhamento político com o atual governo federal.
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O Partido Missão, recém-constituído, ainda não conquistou representação no Congresso Nacional. Por essa razão, os convites para Renan Santos em debates são opcionais, ficando a critério das emissoras decidir sobre sua participação. O candidato ressalta que essa postura restringe o direito de apresentar propostas aos eleitores.
O jornal O Estado de S. Paulo entrou em contato com a Record para solicitar um posicionamento oficial acerca das acusações de Renan Santos. A reportagem será atualizada assim que a emissora encaminhar uma resposta sobre o fato.
Renan também aproveitou a crítica feita pelo candidato Augusto Cury (Avante), que classificou a entrevista simultânea como “um desrespeito à democracia”. Em tom agressivo, o postulante chamou Lula de “aquele bêbado safado” e criticou a emissora por permitir um “monólogo presidencial” em rede nacional.
Em seguida, o candidato questionou se a Record ousaria perguntar a Lula sobre as suspeitas envolvendo seu filho, Lulinha, no caso dos descontos indevidos no INSS. Ele lembrou que, embora o nome de Lulinha tenha surgido durante as investigações sobre o Instituto Nacional do Seguro Social, o presidente não é formalmente acusado nesse processo, mas que o filho de Lula responde a inquérito por suposto tráfico de influência no Ministério da Saúde e na Dataprev.
Por fim, Renan Santos dirigiu um apelo direto à emissora: caso a Record persista em não convidá-lo para sabatinas, ficará evidente seu alinhamento político com Lula. “Record, pergunta as coisas. Se não, eu vou começar a desconfiar que vocês querem ajudar esse cara”, afirmou, encerrando sua provocação.
