
Lula anuncia fim da “taxa das blusinhas” em entrevista à Record (Foto: Instagram)
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, revelou em uma entrevista gravada à TV Record e exibida na noite deste domingo (23) que tem planos de anunciar oficialmente o fim da chamada “taxa das blusinhas”. Essa cobrança consiste em um imposto federal de 20% sobre compras internacionais cujo valor não ultrapasse 50 dólares. Lula argumentou que a medida é importante para estimular o consumo sem sobrecarregar o bolso dos consumidores.
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Em sua fala, o presidente lembrou do encontro que manteve com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), no dia 12 deste mês. De acordo com Lula, dois dias após essa reunião, Alcolumbre anunciou o encaminhamento para acabar com a escala 6×1, discutir a PEC da Segurança Pública e avaliar um projeto de política nacional para minerais críticos. Segundo o chefe do Executivo, essas pautas seguem em tramitação no Congresso Nacional e fazem parte de um esforço conjunto para modernizar a legislação.
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A tal “taxa das blusinhas” chegou a ser suspensa de forma provisória em maio, mas a isenção definitiva depende da aprovação de uma medida provisória pelo Congresso até 8 de setembro. Caso o prazo não seja cumprido, a cobrança poderá retornar. Lula ressaltou a urgência de uma definição sobre o tema, a fim de dar segurança jurídica tanto para os consumidores quanto para as empresas que importam pequenos volumes de mercadorias.
Na entrevista, o presidente também destacou seu compromisso em estimular o consumo popular de maneira responsável. “Sou favorável a que o povo consuma, mas olhando o quanto ganha”, afirmou. Para reforçar esse ponto, ele anunciou que pretende inserir no seu programa de governo um projeto de educação em economia popular, que deve ensinar práticas financeiras e planejamento orçamentário para famílias de baixa renda.
Comparando seu mandato ao do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Lula enfatizou a diferença nos índices econômicos. “A inflação de alimentos no governo passado chegou em quatro anos a 56,16%; a nossa, em igual período, alcançou 13,64%, quatro vezes menor”, declarou. Ele também destacou que, enquanto o déficit fiscal do governo anterior foi de 2,8%, no seu mandato esse percentual não passou de 0,8%, evidenciando uma gestão mais austera.
Por fim, Lula fez referência à sua primeira disputa presidencial em 1989, quando ocorreu o retorno do voto popular para a Presidência após 29 anos de regime militar. Ao lembrar dos adversários Leonel Brizola, Mário Covas e Guilherme Afif Domingos, criticou o atual nível da política nacional. “Se antes já se criticava a política de 30 anos atrás, hoje há muito menos razão para se gostar do que se pratica nesses dias”, concluiu.
