Justiça bloqueia R$ 34,6 milhões em operação contra esquema de roubo de alianças em SP

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Operação Ouro Reverso II: R$34,6 milhões bloqueados e 31 mandados cumpridos pela Polícia Civil (Foto: Instagram)

A Justiça determinou o bloqueio de R$ 34,6 milhões em contas de suspeitos de integrar uma rede especializada em roubos, receptação e comércio de metais preciosos, como alianças e joias de ouro. A ação foi deflagrada pela Polícia Civil de São Paulo nesta segunda-feira (24), na capital e em Guarulhos, e visa desmantelar o grupo que movimentava grandes quantias com a venda de material ilícito.

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A Operação Ouro Reverso 2 é coordenada pela 3ª Delegacia de Investigações sobre Fraudes Financeiras e Econômicas, da Divisão de Investigações Gerais (DIG) do Deic. No cumprimento das medidas judiciais, foram expedidos quatro mandados de prisão temporária, três de prisão preventiva e 28 ordens de busca e apreensão em endereços estratégicos da Grande São Paulo.

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Entre os alvos, destaca-se uma região central da capital paulista conhecida como “Círculo de Fogo”. Segundo as apurações, empresas instaladas nessa área compravam joias provenientes de roubos e furtos e, em seguida, derretiam o ouro para dificultar a identificação da origem criminosa dos objetos.

O funcionamento do esquema seguia um roteiro: após o furto ou roubo das joias, comerciantes e empresas parceiras recebiam o material e faziam o processamento do metal, eliminando carimbos, gravações e outras marcas que pudessem vincular as peças a crimes. Dessa forma, o ouro de origem ilícita retornava ao mercado como produto aparentemente legítimo.

Na primeira fase da investigação, realizada em maio do ano passado, durante a Operação Ouro Reverso, as autoridades apreenderam diversas joias em lojas do centro de São Paulo. Foram recuperadas 16 alianças, cerca de R$ 2,7 milhões em ouro e joias, além de R$ 157 mil em espécie.

A Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo informou que, na ocasião, foi preso o principal negociador de ouro e joias roubadas, vinculado à organização criminosa liderada por Suedna Barbosa Carneiro, de 41 anos, conhecida como “Mainha do Crime”. Detida em fevereiro, ela é apontada como financiadora de delitos, incluindo o assalto que vitimou o ciclista Victor Medrado. Também foi identificada a função de um indivíduo descrito como “flecha” do grupo, responsável por receber diretamente as peças furtadas e vendê-las rapidamente em lojas do centro.