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Ceferin, presidente da Uefa e rival de Infantino, descarta disputar presidência da Fifa


Aleksander Ceferin, presidente da Uefa, durante declaração à imprensa. (Foto: Instagram)

A disputa pelo comando do futebol mundial não terá um embate direto nas urnas entre Gianni Infantino, presidente da Fifa desde 2016, e Aleksander Ceferin, líder da oposição e atual mandatário da Uefa. Nesta segunda-feira (24), Ceferin anunciou que não vai concorrer ao cargo máximo da entidade, mas aproveitou para exigir a renúncia imediata de Infantino.

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Desde a divulgação de um plano da Fifa, que incluía a venda de parte dos direitos da Copa do Mundo e outros ativos para investidores privados, Infantino enfrenta pressão crescente para deixar o cargo. A repercussão negativa levou o suíço a recuar em algumas propostas, mas a polêmica já resultou em acusações de “engano” por parte de três confederações continentais.

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Em entrevista ao podcast britânico The Rest is Politics: Leading, Ceferin sugeriu que Infantino deveria reconhecer a falta de respaldo. “Uma possibilidade é que ele perceba não ter apoio, não apenas político de quem vota, mas também da comunidade do futebol, dos torcedores, dos jogadores, ex-jogadores e treinadores”, afirmou o dirigente europeu.

Na mesma conversa, Ceferin apresentou uma segunda alternativa: “Ele pode optar por concorrer às eleições em março, mas, nesse caso, creio que terá um adversário. Ainda não sei quem será, mas não serei eu”. Com isso, confirmou seu afastamento voluntário da disputa pelo comando da Fifa.

Infantino está à frente da Fifa desde fevereiro de 2016 e, até o insucesso de seus projetos recentes, era tido como candidato único para a reeleição, prevista para março de 2027 em Marrocos. A entidade definiu 18 de novembro como prazo final para registro de candidaturas de eventuais rivais.

Apesar do recuo em seus planos inicial e da indefinição sobre um concorrente firme, a Fifa segue sob forte escrutínio. Três confederações apontaram que o projeto configurou um “engano” e a Uefa mantém ameaças de boicotar competições organizadas pela entidade caso as críticas não sejam atendidas.

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