
Padre Mário Reis em discurso na Paróquia Senhor Bom Jesus do Bonfim (Foto: Instagram)
A Justiça recusou o pedido de prisão preventiva do padre Mário Reis da Silveira, investigado por suspeita de crimes sexuais contra coroinhas na Paróquia Senhor Bom Jesus do Bonfim, localizada em Bonfim Paulista, distrito de Ribeirão Preto. O religioso está afastado das funções desde março e nega todas as acusações apresentadas contra ele. O processo corre em segredo de Justiça, garantindo sigilo absoluto sobre depoimentos e provas até o momento.
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A decisão que barrou a detenção preventiva foi tomada após manifestação contrária do Ministério Público, conforme explicado pelo promotor José Carlos Gallucci Thomé. O pedido inicial de prisão havia sido feito pela Polícia Civil em 13 de agosto, logo após o encerramento do inquérito. Na avaliação da delegada responsável, existiriam indícios que apontam para a prática de estupro de vulnerável e importunação sexual.
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O Ministério Público requisitou a inclusão de novos laudos periciais ao inquérito, que deverão ser encaminhados de volta à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). Entre as provas pendentes estão exames relacionados a equipamentos eletrônicos apreendidos no curso da investigação. Em julho, a perícia já havia enviado arquivos extraídos dos computadores do padre, cujos dispositivos foram recolhidos em Minas Gerais, estado onde ele está residindo atualmente.
De acordo com o promotor, as medidas cautelares de proteção definidas pela Justiça — que incluem restrições de contato e distância mínima das supostas vítimas e testemunhas — são suficientes para preservar a integridade física e emocional dos envolvidos. Após a conclusão de todas as diligências, o conjunto documental e pericial será remetido novamente ao MP. A partir da análise desses elementos, o órgão decidirá se oferece ou não denúncia formal contra o sacerdote.
Em defesa do padre, o advogado Pedro Brichi Seixas dos Reis ressaltou que o posicionamento do Ministério Público contra a prisão preventiva demonstra que ainda existem fases investigativas a cumprir. A defesa optou por não entrar em detalhes sobre as acusações, em respeito ao segredo de Justiça e à privacidade das partes. Segundo o defensor, todas as questões levantadas no inquérito serão esclarecidas oportunamente no decorrer do processo.
O representante legal enfatizou também o princípio constitucional da presunção de inocência, lembrando que nenhum ato investigatório equivale a uma condenação. Sobre o relatório final apresentado pela Polícia Civil em agosto, o advogado destacou que ele se restringe à fase investigativa, sem representar uma peça acusatória ou uma decisão judicial sobre a responsabilidade criminal do padre. Eventuais alegações de inconsistências ou omissões poderão ser debatidas no momento do contraditório e da ampla defesa.








