
Soldados sul-coreanos durante o exercício Ulchi Freedom Shield, interrompido antecipadamente (Foto: Instagram)
As Forças Armadas dos Estados Unidos e da Coreia do Sul encerraram na sexta-feira (21) seus exercícios anuais seis dias antes do previsto, em um gesto destinado a apaziguar as tensões com a Coreia do Norte. Contudo, Pyongyang afirmou que tal medida é insuficiente para convencê-la a retomar as negociações com Seul e Washington.
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Na segunda-feira (17), horas antes do início das manobras, o presidente dos EUA, Donald Trump, ordenou de forma abrupta que o Pentágono “reduzisse substancialmente” o exercício Ulchi Freedom Shield. Trump justificou a decisão citando o estreito relacionamento com o líder norte-coreano, Kim Jong Un, e a recusa da Coreia do Sul em apoiá-lo numa eventual guerra contra o Irã.
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O programa inicial do Ulchi Freedom Shield estava dividido em duas fases ao longo de 11 dias, simulando ataques vindos da Coreia do Norte. A primeira etapa, voltada a operações defensivas, ocorreria até sexta-feira (21), enquanto a segunda fase, focada em contraofensiva, estava prevista de 17 a 27 de agosto.
Além disso, Seul e Washington haviam planejado 14 exercícios conjuntos de treinamento em campo durante o período do Ulchi Freedom Shield. De acordo com o Exército sul-coreano, os militares concordaram em reduzir essas atividades pela metade para demonstrar flexibilidade e aliviar as pressões sobre o Norte.
A Coreia do Norte costuma ser especialmente sensível à fase de contraofensiva, o que torna a suspensão antecipada um gesto simbólico de boa vontade. Analistas destacam que, embora este corte alivie temporariamente as preocupações de Pyongyang, ainda é incerto se a medida será suficiente para reabrir o diálogo multilateral na península.
