
Porto de contenêineres ao entardecer simboliza atrito comercial entre Canadá e EUA (Foto: Instagram)
O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, afirmou na noite de sexta-feira (21) que interrompeu as negociações comerciais com os Estados Unidos após considerar “injustas” e “antieconômicas” as alterações de última hora apresentadas por Washington, às vésperas da entrada em vigor de novas tarifas sobre produtos canadenses. Carney garantiu que Ottawa responderá com medidas equivalentes, “dólar por dólar”, para resguardar trabalhadores e empresas.
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A partir da madrugada de sábado (22), os EUA passaram a aplicar uma tarifa de 50% sobre cerca de US$ 20 bilhões em mercadorias importadas do Canadá. Para amenizar o impacto, o governo canadense prometeu anunciar nos próximos dias ações adicionais de apoio aos setores mais afetados, complementando quase US$ 25 bilhões em incentivos já implementados nos últimos 18 meses.
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Em pronunciamento, Carney destacou que o Canadá vem adotando uma estratégia de fortalecimento da economia interna, com investimentos em infraestrutura, e busca diversificar parcerias comerciais, ampliando mercados de exportação fora dos Estados Unidos. Essa abordagem visa reduzir a dependência do país em relação ao maior parceiro comercial.
O primeiro-ministro afirmou ainda que o governo trabalhava para manter o livre acesso ao mercado americano sem tarifas para a maior parte das empresas canadenses, além de buscar maior estabilidade na relação bilateral e reduzir substancialmente as alíquotas em setores estratégicos. A proteção de pequenas e médias empresas e a manutenção da soberania nacional nas decisões econômicas também foram ressaltadas como prioridades.
Carney criticou a nova postura dos Estados Unidos, afirmando que o país passou a reconfigurar suas relações comerciais ao impor tarifas até mesmo a aliados, como forma de pressionar pelo acesso ao mercado americano. Segundo ele, embora houvesse avanços recentes, eles não foram suficientes para atingir os objetivos do Canadá.
O premiê revelou que determinou o retorno imediato dos negociadores a Ottawa, justificando que a ruptura das tratativas se deu porque os novos termos acabaram por comprometer a confiabilidade de qualquer acordo. Carney enfatizou que o Canadá não aceitará negociações a qualquer preço nem será pressionado por prazos impostos.








