Site icon Jetss BR

Advogado flagrado agredindo a filha já possuía outros registros policiais


Advogado Marcos Antônio Fincatti Júnior é preso em flagrante após agredir a filha de 6 anos em elevador na Zona Norte de São Paulo. (Foto: Instagram)

O advogado Marcos Antônio Fincatti Júnior, de 44 anos, preso após ser filmado agredindo a filha de 6 anos dentro de um elevador em um condomínio da Zona Norte de São Paulo, já contava com antecedentes policiais. Uma apuração conjunta da BNTV e do Portal Bacci Notícias revelou ocorrências anteriores envolvendo importunação sexual e patrocínio infiel.

++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online

Em 2024, consta nos autos uma ocorrência por importunação sexual no 40º Distrito Policial, na Vila Santa Maria, crime que se configura quando há prática de ato sexual sem o consentimento da vítima. Em 2026, outra queixa por patrocínio infiel aponta violação do dever profissional e favorecimento contrário aos interesses confiados ao advogado. Vale ressaltar que esses registros não confirmam denúncia ou condenação, já que não foi possível acessar detalhes sobre os desdobramentos dos casos anteriores.

++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein

Desta vez, o flagrante da agressão foi registrado pelas câmeras de segurança do edifício. Nas imagens, Fincatti Júnior puxa os cabelos da menina, sacode a criança dentro do elevador e chega a chutar o calçado que ela segurava, enquanto a garota, visivelmente assustada, mal reage.

Segundo o boletim de ocorrência, a mãe saiu para trabalhar pela manhã e havia conversado com o marido e a filha por telefone às 14h, sem perceber nada fora do comum. Ao retornar ao apartamento às 18h20, deparou-se com uma discussão acalorada entre os dois no momento em que as portas do elevador se abriram, além de xingamentos do pai à menina.

No interior do imóvel, o advogado teria iniciado buscas por roupas retirando-as do armário e espalhando-as pelo chão, protestando que deixaria a residência. Quando a Polícia Militar chegou, o apartamento estava revirado. Para preservar a filha, a mãe a conduziu a outro cômodo e, em seguida, buscou abrigo no apartamento da síndica, que já havia acionado os agentes.

Fincatti Júnior permaneceu em um dos quartos, trancado, e ignorou convites dos policiais para abrir a porta. Após cerca de duas horas de negociação, ele concordou em sair. Em seu depoimento, disse ter ficado desesperado ao não encontrar a filha que teria saído para ver uma amiga e admitiu que “pode ter sido um pouco ríspido”. Alegou ter consumido bebida alcoólica e não guardar lembranças claras dos fatos, assim como não se recordava de ter usado violência física contra a mulher.

A autoridade policial entendeu que as imagens e os depoimentos configuravam elementos suficientes para prisão em flagrante por maus-tratos. A menina não foi levada à delegacia a fim de evitar nova exposição, e não havia lesões aparentes nela ou na mãe. A Ordem dos Advogados do Brasil foi comunicada e, na audiência de custódia, o flagrante foi convertido em prisão preventiva. O processo corre em segredo de Justiça para proteger a criança.

Exit mobile version