
Zema defende tarifa mínima para entregadores de apps em São Paulo (Foto: Instagram)
O presidenciável Romeu Zema (Novo) defendeu, na quinta-feira (20), a criação de uma tarifa mínima para entregadores que atuam por meio de aplicativos. Em coletiva concedida após se reunir com representantes da categoria na cidade de São Paulo, ele afirmou que esses profissionais merecem tratamento equivalente ao dos taxistas e aos usuários de serviços públicos, como energia, água e operadoras de telefonia. Segundo Zema, a adoção de um valor mínimo por corrida garantiria condições mais justas de trabalho e transparência na remuneração.
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Para o presidenciável, o papel do Estado deve ser restrito a cobrar das empresas a apresentação de propostas, sem impor regras diretamente ao segmento. “O Estado tem de exigir e não executar, porque quando ele executa nunca fica bom”, declarou Zema, ressaltando que a mediação governamental se limita a estimular o diálogo entre as partes. Ele argumenta que, ao invés de legislar, o poder público deve criar ambiente favorável para que aplicativos e motoboys encontrem soluções em comum acordo.
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Entre as principais pautas sugeridas por Zema está a formação de mesas de negociação entre representantes dos motoboys e das empresas de entrega. Na avaliação do candidato, esses encontros devem tratar de valores mínimos de tarifa, além de discutir a inclusão de seguros de vida e de saúde para os profissionais em caso de acidentes no trajeto. O objetivo, conforme ele, é permitir que usuários e serviços de emergência tenham a segurança de que, em situações de risco, o colaborador esteja amparado.
Em paralelo, Zema propôs a criação de uma modalidade de contrato de trabalho que supere a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), considerada por ele “desatualizada”. O presidenciável lembrou que a legislação vigora desde 1943 e não corresponde mais às dinâmicas do mercado brasileiro. Ele citou como exemplo modelos adotados em outros países, nos quais a remuneração é calculada por hora trabalhada, permitindo maior flexibilização e adaptação às jornadas variáveis dos entregadores.
Apesar de defender tais mudanças, Zema ainda não detalhou o formato exato do novo regime de trabalho. “Será algo a ser construído”, afirmou, acrescentando que não deseja a interferência direta do Estado na atividade econômica. Para ele, a solução passa por orientar as empresas a apresentarem suas propostas e, em seguida, negociar diretamente com os prestadores de serviço. “Estamos falando de gente adulta”, finalizou o presidenciável, sublinhando a importância do diálogo e da responsabilidade mútua na construção de acordos justos.
