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Redução de juros e fim da escala 6×1 serão foco nos próximos anos, diz Durigan


Durigan defende jornada reduzida e juros menores sem retrocessos sociais (Foto: Instagram)

Durante entrevista à Rádio Metrópole da Bahia, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira (21) que o grupo ligado ao candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estabelecerá como prioridades a redução da jornada de trabalho — com o encerramento da escala 6×1 — e a queda dos juros, sem abrir mão dos avanços sociais já conquistados. “Qual é o nosso foco daqui para frente? Não retroagir; nós não podemos voltar atrás dessas melhorias que nós alcançamos”, declarou Durigan.
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Em seguida, o ministro ressaltou que, além de manter as conquistas atuais, será necessário enfrentar aspectos que ainda demandam aprimoramento. Segundo ele, não basta “arrotar” promessas de soluções milagrosas ou discursos fáceis: a transformação real só ocorrerá com a conjugação de responsabilidade fiscal e compromisso social. Durigan enfatizou também a urgência de encarar o tema dos juros de forma estruturada, sem concessões a retrocessos no processo de ajuste econômico.
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Durigan questionou como setores do mercado ainda poderiam dar apoio ao governo anterior, de Jair Bolsonaro, caso em que, segundo ele, foram aprovadas medidas marcado por alta irresponsabilidade fiscal. “Eu me indigno muito quando se diz que o mercado torce — ou setores do mercado torcem — para as forças políticas que governaram o País até 2022. Eu fico impressionado porque, naquele período, foram aprovadas medidas irresponsáveis”, afirmou o ministro.

Na quinta-feira (20), em entrevista à Rádio CBN, Durigan já havia manifestado descrédito à ideia de que a família Bolsonaro vá propor a criação de um conselho envolvendo o Supremo Tribunal Federal para debater a situação fiscal. “O que nós vamos acreditar? Que a família Bolsonaro vai propor um consenso superior de tratativas fiscais para encaminhar pacificamente no diálogo com as supremas medidas econômicas? Isso é crível?”, questionou.

Para o ministro, a saída mais plausível é insistir no equilíbrio entre ajuste de contas e valorização das políticas sociais, sem abandonar nenhum dos lados dessa equação. Ele defendeu que, somente por meio desse caminho duplo — de ajuste fiscal responsável e de ampliação do bem-estar — será possível garantir avanços econômicos sustentáveis nos próximos anos.

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